Alimentos que provocam doenças

Experimentámos o teste que deteta os alimentos que não são tolerados pelo organismo

A ingestão excessiva de um alimento ou a falta das enzimas para digerir os seus nutrientes podem gerar uma intolerância alimentar e causar problemas intestinais, ansiedade e cansaço.

Uma resposta adversa do organismo que surge após a ingestão de um alimento, mas de forma lenta e silenciosa. Ao contrário da alergia que desencadeia uma reação imediata, os sintomas da intolerância alimentar não surgem logo.

Os problemas intestinais, dores de cabeça, ansiedade e/ou fadiga que gera podem demorar horas ou dias a aparecer. E, se até há uns tempos, estudar as intolerâncias alimentares era um processo demorado, hoje já não, graças a um teste inovador que nos dá os resultados na hora. Fui
experimentá-lo, descobri os alimentos que não posso comer, mudei a minha dieta e os resultados foram surpreendentes.

No consultório

Antes de iniciar o teste, há sempre uma conversa prévia. «É importante conhecer a razão que levou a pessoa a procurar o teste de intolerância alimentar e o seu historial clínico, se é saudável, se tem queixas a nível do trânsito intestinal [o principal sintoma da intolerância alimentar]», explica Paula Henriques, especialista em nutrição. E, assim, antevi a primeira parte da minha consulta. Falei-lhe do meu cansaço, dos meus problemas intestinais e do meu volume abdominal anormal.

A pergunta que trazia na cabeça era «Será que tudo isto se deve a uma intolerância alimentar?». Seguiu-se o registo do meu peso corporal e medição do meu perímetro abdominal. Embora o primeiro objetivo deste teste seja tratar problemas intestinais e, assim, melhorar o bem-estar, a perda de peso pode ser um efeito secundário.

«Ao retirar os alimentos que não são tolerados pelo organismo, vamos tratar problemas como a retenção de líquidos e o edema abdominal e, assim, induzir a perda de peso», explica Paula Henriques. E, cerca de dez minutos depois, damos início ao teste de intolerância alimentar. É-me colocada uma pulseira que está ligada ao aparelho que mede a energia que despendo para processar os nutrientes testados.

«Este teste diz-nos se temos ou não as enzimas necessárias para processar os nutrientes», explica Paula henriques, enquanto procede à estimulação dos terminais nervosos, situados nos dois dedos polegares. A estimulação repete-se 32 vezes, de forma a visitar os 32 grupos alimentares e começo a sentir alguma ansiedade. A boa notícia é que, dentro de cinco minutos (tempo que o teste demora a processar toda a informação) terei as respostas às minhas dúvidas.

O mapa alimentar de cada um

Poucos minutos depois, tenho nas mãos o meu mapa alimentar. O gráfico que revela os alimentos que devo eliminar já da minha dieta (a vermelho), aqueles que devo reduzir (a laranja) e aqueles que posso comer, sem restrição (a verde). E o motivo para os meus constantes problemas intestinais foi detetado.

O teste revelou que sou intolerante à lactose (laticínios e derivados), ao trigo (pão, bolos, tartes, salgados, bolachas e afins) às carnes vermelhas, à soja e à maioria dos frutos secos. Na lista dos alimentos a reduzir estavam os refrigerantes, aos quais, muitas vezes, não consigo resistir.

Paula Henriques anima-me, dizendo que tenho várias alternativas à lactose e ao trigo, as intolerâncias que mais alterações vão exigir na minha dieta. No grupo dos alimentos recomendados estão vegetais (pepino, beterraba, cenoura e tomate) e frutas (manga, kiwi e morangos).

Os resultados do teste indiciam uma mudança radical na minha alimentação. Mas decidi seguir à risca todas as indicações. queria mesmo saber se ao retirar estes alimentos proibidos, iria sentir-me melhor. A especialista Paula Henriques explica-me que, para testar os resultados, o aconselhável é retirar todos os alimentos que geram intolerância, durante dois meses.

É ao fim desse período que as intolerâncias, provocadas por saturação alimentar, estão tratadas, sendo possível reintroduzir esses mesmos alimentos na dieta, lentamente e com moderação. No entanto, diz-me que «ao fim de uma semana, a diferença já é notória». Dez dias foi o prazo que defini para testar os primeiros efeitos da minha nova dieta. Segui-a fielmente e os resultados foram incríveis.

O resultado final

Ao fim de seis dias de dieta, sentia-me com mais energia e a grande diferença estava na minha barriga, que não estava inchada como era habitual, e a sensação de enfartamento e o desconforto abdominal, que sentia após algumas refeições, desapareceram. No décimo dia, voltei à Clínica iCare, em Lisboa, para medir os resultados destas duas semanas de dieta. E eles estavam à vista. Menos dois quilos e menos seis centímetros de perímetro abdominal.

A minha barriga estava incrivelmente lisa. Mas, o mais importante, foi perceber como ao eliminar os alimentos que o meu organismo não tolera, consegui melhorar significativamente o meu bem-estar. Os meus problemas intestinais foram eliminados, estou mais elegante e isso ajuda a elevar a autoestima, e sinto-me muito mais enérgica para enfrentar os desafios do dia a dia.

Teste de intolerância alimentar

É feito com um sistema de bioressonância que envia estímulos ao cérebro, através da estimulação de dois terminais nervosos, situados nos polegares que permitem quantificar a energia de cada alimento. Esta estimulação é repetida 32 vezes, de forma a percorrer os 32 grupos alimentares que englobam 520 alimentos. A duração do exame varia entre uma hora e uma hora e meia. O preço ronda os 120 €.

É intolerante?

Estes são 8 sintomas comuns a que deve estar atenta:

1. Dores abdominais e edema
2. Flatulência e cólon irritável
3. Obstipação ou diarreia e enfartamento
4. Celulite e retenção de líquidos
5. Acne, eczema, urticária e prurido
6. Ansiedade, náuseas e fadiga crónica
7. Enxaquecas e cefaleias
8. Perturbações respiratórias

Texto: Sofia Cardoso com Paula Henriques (especialista em nutrição)

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