Açúcares, amigos ou inimigos?

Será que deve eliminá-los da sua alimentação?

Os açúcares ou hidratos de carbono são uma das nossas principais fontes de energia.

Dividem-se em dois grandes grupos: os simples e os complexos.

Entre os simples (formados por uma ou duas unidades de açúcar), encontram-se a frutose (açúcar da fruta), a glucose, a galactose, a sacarose (açúcar comum), a lactose (açúcar do leite) e a maltose (açúcar da cevada e outros cereais).

Nos complexos (compostos por muitas unidades de açúcares simples), destaca-se o amido (presente nas massas e cereais). O que conhecemos como açúcar de mesa é a sacarose, e provém da cana de açúcar ou da beterraba açucareira.

Engordam tanto como se diz?

Não está provado que uma maior ingestão de açúcares esteja relacionada com a obesidade. De facto, as pessoas que consomem mais açúcares são as que praticam mais desporto, porque o associam a um estilo de vida saudável e à prática de exercício físico.

O que realmente engorda é seguir uma alimentação que ultrapasse (em calorias) as suas necessidades, de acordo com o seu estilo de vida. E estas calorias a mais provêm, quase sempre, de uma ingestão excessiva de gorduras e não de açúcares.

São mais calóricos do que as gorduras?

As gorduras têm mais do dobro de calorias do que os hidratos de carbono, inclusive o açúcar de mesa (cada grama de gordura fornece nove calorias ao passo que qualquer tipo de açúcar se fica pelas quatro calorias). Em pessoas saudáveis, os hidratos de carbono devem representar cerca de 60% das calorias diárias ingeridas.

O estudo CARMEN (Carbohydrate Management in European National Diets), um dos mais importantes até à data, demonstrou que, se se diminuir a quantidade de gorduras da alimentação e, ao mesmo tempo, se aumentar a de hidratos de carbono, a longo prazo, emagrece-se uma média de um a dois quilos a cada seis meses. Portanto, é uma dieta eficaz para pessoas com problemas de excesso de peso.

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