42 razões para andar (mais) a pé

As caminhadas estão na moda e o número de adeptos do pedestrianismo também tem vindo a aumentar. Saiba tudo o que o seu corpo fica a ganhar se começar a caminhar mais.

Já pensou em tudo o que pode perder se não caminhar? Imensas coisas! Um bom dia de sol, o encontro com um amigo, o desabrochar das flores. Mas existem outros benefícios associados às caminhadas diárias, talvez não tão percetíveis para os sentidos, mas decisivos para o seu bem-estar. Caminhando viverá mais anos e terá uma vida melhor. Saiba como, com a ajuda de Marcos Miranda, especialista em medicina desportiva.

Andar é o exercício mais natural, económico e simples de todos, mas não é por isso que os seus benefícios são mais humildes. É um pequeno investimento que lhe oferece múltiplos e importantes ganhos para o seu corpo e mente. Com cada passo que dá, vai mimando, protegendo e melhorando cada um dos sistemas orgânicos, células, tecidos, contribuindo para o bom funcionamento do organismo.

Continuar a caminhar ou descansar?

Uma caminhada diária mantém as suas defesas em boa forma para lutar contra os agentes patogénicos internos ou externos. Alguns especialistas crêem, até, que caminhar moderadamente não só protege das infeções e doenças como também ajuda a curá-las mais rapidamente e a recuperar também mais depressa. Então, há que seguir com as caminhadas ou é melhor fazer um intervalo quando estamos indispostos?

Para estes casos, se tem dor de cabeça ou está constipado pode continuar mas se tem febre, dores de garganta ou tosse, deve descansar uns dias até que esses sintomas desapareçam. Se não for o caso, é sinal de que não tem desculpas que o salvem. Estas são (apenas) 42 das muitas razões que deve ter em linha de conta para passar a caminhar mais:

1. Andar faz bem ao coração. Caminhar algumas horas por semana é um dos investimentos mais rentáveis para o seu sistema cardiovascular porque o coração trabalha mais economicamente, sem aumentar o esforço corporal, ou seja, vai diminuindo o número de pulsações, graças ao aumento de sangue bombeado.

2. Além disso, otimiza o sistema circulatório, porque aumenta o tamanho do coração, o que reduz a frequência da pulsação e aumenta o volume de sangue bombeado e dilata os vasos sanguíneos.

3. Diminui ainda o risco de aterosclerose, não só por melhorar a elasticidade das artérias, mas também por diminuir os níveis das lipoproteínas de baixa densidade (colesterol mau que prejudica as artérias) e aumentar os das lipoproteínas de alta densidade (colesterol bom que protege as artérias).

4. Diminui o nível de triglicéridos no sangue, que são outras gorduras que potenciam o risco cardiovascular.

5. Ao tratar-se de uma atividade aeróbia (exercício de intensidade moderada que leva grandes quantidades de ar aos pulmões), ajuda a reduzir a pressão arterial, sobretudo a sistólica, o que diminui o risco de sofrer de hipertensão e permite baixar a dose de medicação aos doentes que já sofram deste mal.

6. Melhora a capacidade de transporte de oxigénio não só aos músculos como a todas as células do organismo, ajudando a que os diferentes órgãos e tecidos disponham de mais energia, se desintoxiquem e funcionem melhor.

7. Ao aumentar a circulação sanguínea e a sua velocidade, reduz-se o risco de depósitos de gordura nas paredes arteriais que levam ao seu estreitamento, originando uma menor irrigação ou bloqueio do fluxo sanguíneo, que pode culminar em ataque cardíaco ou AVC.

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