Universidade de Coimbra defende maior aposta no envelhecimento ativo

A Universidade de Coimbra (UC) reforçou esta quarta-feira, em Bruxelas, a sua aposta na área do envelhecimento ativo e defendeu a ligação da investigação às empresas para melhorar os cuidados de saúde dos idosos e criar emprego.

créditos: AFP

Amílcar Falcão, vice-reitor da UC, recordou que um projeto multidisciplinar neste domínio, desenvolvido pela instituição portuguesa em parceria com a Universidade de Newcastle, no Reino Unido, foi contemplado este ano com um primeiro financiamento europeu de 500 mil euros.

Em declarações à agência Lusa, à margem de um debate sobre oportunidades das alterações demográficas, na sede da Delegação Permanente de Castilla y León (Espanha) junto da União Europeia (UE), o professor da Faculdade de Farmácia de Coimbra realçou que as atividades do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (Multidisciplinary Institute of Ageing, MIA) deverão “aumentar a esperança e a qualidade de vida” dos idosos.

O MIA, que vai funcionar no Campo da Vida, cuja instalação está prevista para o edifício do antigo Hospital Pediátrico de Coimbra, será “um laboratório vivo que nos permite estudar o envelhecimento sob diferentes perspetivas”, disse Amílcar Falcão.

“Queremos as empresas connosco e que procurem criar novos nichos de negócio”, acrescentou.

Integrado no programa oficial da Semana Europeia das Regiões e Cidades – Open Days, que termina na quinta-feira, em Bruxelas, o debate sobre oportunidades das alterações demográficas foi organizado pela Local and Regional Cooperation for Demographic Change, uma parceria europeia da qual faz parte a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

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