Regulador vai analisar alegada atividade fictícia em hospitais de Aveiro

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) vai analisar a alegada atividade fictícia na marcação de cirurgias no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), segundo fonte deste organismo.
créditos: AFP

Na quinta-feira, o deputado do PS Filipe Neto Brandão anunciou que requereu ao ministro da Saúde esclarecimentos sobre uma denúncia à Ordem dos Médicos de estarem a ser marcadas “cirurgias fictícias” no Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

Filipe Neto Brandão, na pergunta dirigida a Paulo Macedo, pretende saber que diligências foram desencadeadas pela Inspeção de Saúde “face ao teor das graves denúncias feitas pelos profissionais de saúde, tanto mais que é afirmado que parte dos comportamentos denunciados terá tido o fim de subtrair informação ao conhecimento da tutela”.

Numa exposição dirigida ao Bastonário da Ordem dos Médicos há cerca de um mês, enviada também à Comissão Parlamentar de Saúde, mais de uma dezena de profissionais do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) alegam ter “conhecimento de inúmeros casos de agendamentos fictícios de cirurgias, em algumas especialidades, com o intuito de mascarar os verdadeiros números das listas de espera para envio à tutela.”

Entretanto, a administração do CHBV assegurou hoje que “não foi identificada qualquer atividade fictícia” na marcação de cirurgias, cujo agendamento foi inspecionado.

Em comunicado, aquela entidade admite, contudo, que, há cerca de um ano, “o processo de agendamento do Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), foi objeto de auditoria externa por parte da IGAS que, concluiu pela existência de algumas irregularidades que foram sanadas”.

Segundo a administração hospitalar, “neste momento realizam-se as melhores práticas clínicas no Centro Hospitalar do Baixo Vouga” e na “análise do Contrato Programa com a tutela não foi identificada qualquer atividade fictícia”.

O caso vai agora ser objeto de análise da ERS que abrirá um inquérito no caso de encontrar matéria para isso.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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