Portugal preparado para qualquer "ameaça biológica, química e radiológica"

Mais de 150 operacionais de diferentes entidades participaram esta semana no exercício Celulex, do Exército Português, com o objetivo de treinar as capacidades, que estão “ao nível das melhores da Europa”, perante incidentes com ameaça biológica, química e radiológica.
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Este exercício com duração de cinco dias - que envolveu ainda a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), PSP, Força Aérea, Direção-Geral da Saúde e Agência Portuguesa do Ambiente – culminou hoje com uma demonstração no Regimento de Lanceiros N.º 2, na Amadora, com um simulacro de um acidente entre duas viaturas, transportando uma matéria perigosa contagiosa.

“As capacidades que hoje aqui vimos, que foram treinadas no exercício, estão ao nível das melhores da Europa e portanto estamos aptos a responder num ambiente de complexidade, em que a sinergia é fundamental”, assegurou aos jornalistas o comandante das Forças Terrestres do Exército Português, general Faria Menezes.

Para o responsável, este exercício é claramente o sinal de futuro: “agências diversas, a responder prontamente, em conjunto, a uma ameaça para sentir os cidadãos bem protegidos”.

“A ameaça, quando aparecer, não pode ser tomada como improviso. Levantamos cenários, temos as forças prontas e criamos as sinergias com as várias entidades”, enfatizou, destacando que “estes exercícios, de ano para ano, têm vindo a crescer”, sendo o “desempenho cada vez melhor”.

Já o comandante operacional distrital de Setúbal da ANPC, Elísio Oliveira, explicou que “ao longo de cinco dias, mais de 150 operacionais de diferentes entidades trabalharam em conjunto com o objetivo de minimizar consequências, estabelecer protocolos de atuação, acima de tudo operacionalizar aquilo que cada uma das entidades participantes neste exercício Celullex, organizado pelo Exército Português, tinha como objetivo”.

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