Portugal está preparado para enfrentar Ébola mas risco é "muito baixo"

A 23 de julho foram contabilizados 1.201 casos e 672 mortes, de acordo com o último balanço da OMS

30 de julho de 2014 - 11h28

A Direção Geral de Saúde garantiu hoje que Portugal está preparado
para detetar e enfrentar um eventual caso de vírus de Ébola, mas
sublinhou que o risco de importação e propagação é “muito baixo”.

Portugal
está preparado, tal “como os restantes países europeus, para detetar um
eventual caso que possa ser importado”, disse à agência Lusa a
diretora-adjunta da Direção Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.

A
epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na
Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa,
dois países vizinhos que, a 23 de julho, totalizavam 1.201 casos e 672
mortes, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

“Neste momento estamos confortáveis com a situação, o risco de
importação é muito baixo”, adiantou Graça Freitas, referindo que “o
risco de propagação [do Ébola é] muito baixo nos países desenvolvidos”.

O
vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com o sangue, com
fluidos biológicos ou com tecidos de pessoas ou animais infetados.

A
febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa
de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida vacina contra a
doença.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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