Ordem dos Médicos cria centro para avaliar recusa de remédios inovadores pelos IPO

Ordem tem recebido queixas de doentes que não recebem terapêutica prescrita
17 de dezembro de 2013 - 15h41



A Ordem dos Médicos criou um centro para avaliar as recusas de medicamentos inovadores por parte dos Institutos Portugueses de Oncologia, alertando que estes organismos se têm negado a comprar fármacos “sem qualquer fundamentação científica”.



A Ordem compromete-se ainda a extrair “as conclusões jurídicas, judiciais e disciplinares” de cada caso, segundo uma nota enviada à agência Lusa.



“O Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos (OM) decidiu criar o seu próprio Centro de Autorizações Excecionais de Medicamentos, que funcionará na sede nacional da OM, em Lisboa, para avaliar, em cada dia, o fundamento das recusas que os Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) vierem a fazer da compra de alguns medicamentos inovadores solicitados pelos clínicos que acompanhem os doentes”, refere o comunicado.



Essas recusas vão ser analisadas pelos colégios de especialidade da Ordem e serão denunciados publicamente os casos em que houver “procedimentos indevidos” por parte da Autoridade do Medicamento (Infarmed) ou dos Centros Especializados de Utilização Excecional de Medicamentos, que funcionam nos três IPO do país.



Estas denúncias, promete a Ordem, serão feitas respeitando a identidade dos doentes e médicos envolvidos nos casos.



A Ordem diz que tem recebido “várias participações de doentes que confirmam que os IPO, sem qualquer fundamentação científica, e refugiando-se em meros pormenores regulamentares, têm recusado autorizações excecionais corretamente apresentadas e devidamente justificados pelos seus médicos assistentes”.

Comentários