Novos casos de VIH acima da média europeia, ministro aposta em diagnóstico precoce

O ministro da Saúde afirmou esta segunda-feira que o número de novos casos de VIH/Sida em Portugal continua acima da média europeia, pelo que haverá maior aposta no diagnóstico precoce, através das análises de rotina pedidas pelo médico.
créditos: EPA/PIYAL ADHIKARY

Falando na sessão de abertura do Congresso Nacional “VIH, Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica”, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, manifestou um “misto de expectativas” em relação aos dados mais recentes sobre o VIH/Sida.

“Houve uma evolução melhor nos últimos anos do que seria expectável. Tendo em conta o cenário adverso vivido, seria de supor uma diminuição não tão significativa”, realçou o ministro, como fator positivo.

No entanto, “o número de novos casos continua acima da média da União Europeia”, uma realidade que “vai demorar décadas a resolver”, afirmou.

Ou seja, “o sistema foi capaz de reduzir novos casos, mas ainda não tanto quanto deveria ser capaz”, disse Paulo Macedo, sublinhando que “o número de novos casos é significativo, apesar de a doença ter sido objeto de um investimento muito significativo nos últimos 20 anos”.

Paulo Macedo considera que ainda há falta de informação

Os "novos desafios" passam assim por “melhorar comportamentos em relação às práticas de risco”, designadamente promovendo o diagnóstico precoce – para diminuir as probabilidades de contágio – e melhor informação.

Paulo Macedo considera que ainda há muita falta de informação, o que está patente nas mutações de concentração de novos casos: os dados mais recentes indicam que a maioria dos novos casos de VIH se deu no grupo de heterossexuais e uma grande percentagem em jovens de 17/18 anos.

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