Medicamento inovador para a hepatite C não chega às prisões

O porta-voz da Plataforma Hepatite C disse esta quarta-feira estar “satisfeito” com o número de doentes que ficaram totalmente curados com tratamento, mas alertou para o facto de o medicamento não estar a chegar às prisões.
créditos: AFP

Em declarações hoje à rádio TSF, António Parente disse que a taxa de sucesso do medicamento “é fabulosa”.

“Os números são maravilhosos. Este medicamento é uma revolução, faço parte dos 95% dos doentes que negativaram. A taxa de sucesso deste medicamento é fabulosa. A luta valeu a pena. Há um esforço enorme dos hospitais para atingir estes números. É uma revolução”, declarou António Parente, que é doente e porta-voz da Plataforma Hepatite.

Apesar de considerar os números muito positivos, António Parente disse que nem tudo está a correr bem no universo das prisões relativamente a este problema, pelo que deixou um alerta.

“O acesso [ao tratamento] dos doentes que estão encarcerados é difícil. Claro que passa pelo Ministério da Justiça. Parece-me que há uma falta de comunicação, alguma lacuna em levar as pessoas. As pessoas têm de ir aos hospitais fazer os exames. Nós percebemos que não é fácil, é uma população onde a taxa é muito elevada”, vincou.

Entretanto, os ministros da Justiça e da Saúde, Paula Teixeira da Cruz e Paulo Macedo, respetivamente, já anunciaram que têm a intenção de avançar com um rastreio junto da população prisional.

4.060 tratamentos iniciados

Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, anunciou terça-feira o Infarmed.

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