Mães recentes têm mais sintomas de obsessão e compulsão que população em geral

11% das mulheres entre as duas e seis semanas depois do parto têm sintomas obsessivo-compulsivos
5 de março de 2013 - 12h46



As mães recentes tendem a preocupar-se demasiado sobre se o bebé respira ou não ou sobre a correta lavagem dos biberões porque têm mais sintomas de obsessão e compulsão que a população em geral, indicou um estudo.



Dirigido por Dana Gossett, professora de obstetrícia e ginecologia na Escola Feinberg de Medicina da Universidade Northwestern, no Illinois (centro-oeste dos Estados Unidos), o estudo foi publicado na segunda-feira no Journal of Reproductive Medicine, indicou a agência noticiosa espanhola EFE.



Os investigadores descobriram que 11 por cento das mulheres entre as duas e as seis semanas depois do parto experimentam significativos sintomas obsessivo-compulsivos, em comparação com dois a três por cento da população em geral.



Este é o primeiro estudo em grande escala sobre os sintomas obsessivo-compulsivos no pós-parto, segundo os cientistas.



Os sintomas, geralmente temporários, incluem o medo de magoar o bebé e preocupações com os germes e podem ser o resultado de alterações hormonais ou uma resposta adaptativa ao cuidado de uma nova criatura.



As participantes no estudo foram avaliadas quanto à ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo duas semanas após o parto e seis meses depois.



No total, 461 mulheres completaram a avaliação das duas semanas e 329 dos seis meses.



Quase 70 por cento das mulheres que mostraram sintomas obsessivo-compulsivos também tinham sintomas de depressão.



Esta sobreposição e o mesmo tipo de obsessões e compulsões indicam que o transtorno obsessivo-compulsivo no pós-parto representa uma doença mental específica que não está bem classificada, assinalam os autores do estudo.



Uma obsessão consiste em pensamentos ou imagens não desejadas que criam ansiedade e uma compulsão é a resposta a esses pensamentos obsessivos, um comportamento ritual que alivia temporariamente a ansiedade.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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