Investigadores portugueses com novos dados sobre bactéria que protege da dengue

Casos de malária foram mais de 207 milhões no ano passado, segundo OMS
17 de dezembro de 2013 - 09h33



Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que uma bactéria que protege insetos de doenças pode ter muitas variedades, uma "variabilidade genética" que pode ser utilizada para controlar doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e malária.


Luís Teixeira, investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência, explicou que a equipa que dirige estudou a interação da bactéria com o seu hospedeiro natural (insetos, no caso concreto a mosca da fruta) e concluiu que há diversos tipos de bactérias, que protegem o hospedeiro em maior ou menor grau.



A equipa conclui ainda que as bactérias que mais protegem são também as que possivelmente mais rapidamente “matam” o hospedeiro. A descoberta, explicou o investigador, pode levar a escolher a “bactéria ótima” para ajudar a combater doenças como a dengue mas também a malária ou outras transmitidas pelo mosquito.



Trabalho publicado em revista científica de renome



O trabalho, publicado no último número da revista científica “PLOS Genetics”, foi hoje dado a conhecer pelo Instituto Gulbenkian de Ciência.



De acordo com um comunicado do Instituto, tudo gira à volta de uma bactéria que reside naturalmente em 70 por cento dos insetos (nunca em mamíferos, segundo Luís Teixeira), chamada “Wolbachia”.



Há cinco anos, a equipa de Luís Teixeira e outras já tinham descoberto que a “Wolbachia” protege os hospedeiros de infeções virais. Protegendo por exemplo um mosquito de vírus como a dengue, esse mosquito ao picar um ser humano também tem menos probabilidade de o infetar.

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