Duzentos manifestantes contestam fecho do Hospital Termal das Caldas da Rainha

Hospital foi encerrado devido à presença de uma bactéria nas águas
15 de maio de 2013 - 18h03
Cerca de 200 pessoas concentraram-se hoje em frente ao Hospital Termal das Caldas da Rainha contestando o encerramento da unidade, que o Governo quer concessionar à autarquia.
“Não aceitamos que as águas [termais] das Caldas sejam usadas como arremesso político e exigimos uma solução participada em vez de soluções discutidas nos gabinetes”, afirmou Jaime Neto, porta-voz da Comissão de Utentes Juntos pelo Nosso Hospital, organizadora do protesto.
Em causa está, por um lado, o encerramento do hospital, devido à presença de uma bactéria nas águas e, por outro, a intenção do Governo de retirar a unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e entregar a sua gestão à autarquia.
A comissão, que acusa a administração do hospital de “gestão danosa” e de “obras mal executadas” no património termal, defende que “as soluções para o hospital e para o próprio termalismo devem passar pela ampla abertura do hospital para todos”.
Para a comissão, deve ser realçado “o potencial turístico” quer do hospital, quer do património termal (Parque D. Carlos I e Mata Rainha D. Leonor) para “transformar Caldas da Rainha numa cidade saudável” através de “um projeto que gere consensos e não um projeto feito só entre direções gerais e a autarquia”.
A comissão admite, segundo Jaime Neto, que a solução possa passar por “uma gestão autónoma” para a unidade (atualmente está integrada no Centro Hospital do Oeste), o que a autarquia que já mostrou disponibilidade para aceitar.
O município admitiu também investir cerca de 500 mil euros na melhoria das canalizações, sem as quais o hospital não pode reabrir.
Apesar de reclamar uma maior participação dos cidadãos na discussão de uma solução para o termalismo, a comissão reconheceu hoje que a adesão ao protesto - cerca de 200 pessoas - ficou “muito aquém” das expectativas.
“Sentimos que as pessoas vão perdendo a esperança porque não veem ações concretas [por parte dos governantes nacionais e locais] e sentem-se defraudadas”, opinou Jaime Neto.
O protesto, marcado simbolicamente para o dia da cidade (que tradicionalmente marcava a abertura da época termal) culminou com uma largada de balões pretos e brancos.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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