DGS procura solução para consulta dirigida a homossexuais

O GAT, uma organização não governamental, foi obrigado a encerrar a consulta para diagnóstico e tratamento de infeções sexualmente transmissíveis, depois de oito meses sem financiamento.

créditos: EPA/GUSTAVO AMADOR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) assegura estar à procura de solução para a consulta médica para diagnóstico e tratamento de infeções sexualmente transmissíveis dirigida a homens que têm sexo com homens disponibilizada pelo GAT — Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA.

Na semana passada, o GAT comunicou o encerramento da consulta no CheckpointLX, depois do fim do financiamento do Ministério da Saúde, em janeiro.

Em três anos, foram consultados perto de 1000 homens, tratadas mais de três centenas de infeções, identificados cinquenta jovens homossexuais em risco de cancro anal e feita educação para a saúde, explicava o GAT.

Segundo o jornal Público, a DGS emitiu um "esclarecimento" onde dizia que cerca de 200 mil euros de financiamento, aprovados para o período 2015-2017, tinham já sido endereçados ao GAT.

"O financiamento será dirigido para realização do teste de diagnóstico da infeção por VIH e de outras infeções sexualmente transmitidas no grupo dos homens que têm sexo com homens", lê-se na nota da tutela.

Entretanto, na terça-feira à tarde, a DGS emitiu uma "adenda ao esclarecimento" de ontem clarificando que a consulta médica continua sem verbas.

A DGS acrescenta que está em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge para "procurar uma solução duradoura para reposição" da dita consulta.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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