Extinção das abelhas pode matar mais de um milhão de pessoas

O declínio mundial dos polinizadores - principalmente abelhas, mas também outros insetos - pode causar 1,4 milhões de mortes por ano, um aumento da mortalidade mundial na ordem dos 3%, sobretudo pelo seu impacto na alimentação.

Esse aumento na mortalidade é resultado da diminuição da ingestão de vitamina A e ácido fólico, vitais para mulheres grávidas e crianças, e um aumento da incidência de doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e alguns tipos de cancro.

As deficiências em vitamina A e ácido fólico podem atingir os olhos, provocar cegueira e causar malformações do sistema nervoso.

Segundo os investigadores da análise publicada na revista médica The Lancet, estes efeitos na saúde podem afetar tanto os países desenvolvidos como em desenvolvimento.

De acordo com um cenário de completa eliminação dos polinizadores, 71 milhões de pessoas em países de baixo rendimento podem tornar-se deficientes em vitamina A, e 2,2 mil milhões - que já possuem um consumo inadequado - podem ver os seus níveis deste micronutriente baixar ainda mais.

No caso dos folatos ou ácido fólico, 173 milhões de pessoas tornar-se-iam deficientes e 1,23 mil milhões de pessoas já com um consumo deficiente veriam a sua situação deteriorar-se.

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