Aumenta para oito o número de mortes nas urgências hospitalares

Um homem de 91 anos morreu ontem ao final do dia nas urgências do Hospital São Francisco Xavier, depois de passar pela triagem onde recebeu uma pulseira laranja. Quando os enfermeiros se preparavam para fazer a recolha de sangue, o idoso estava em paragem cardiorrespiratória, acabando por morrer.
créditos: MARIO CRUZ/LUSA

O doente chegou na segunda-feira às 19h30 às urgências do Hospital São Francisco Xavier e às 22h30 foi encontrado em paragem cardiorrespiratória. Sobe assim para oito o número de óbitos nas urgências dos hospitais públicos desde o início do inverno.

A notícia é avançada pela RTP.

O gabinete de comunicação do Hospital de São Francisco Xavier afirmou estar a analisar internamente a situação, adiando esclarecimentos para mais tarde.

No sábado, uma mulher de 89 anos morreu no Hospital Garcia da Orta após esperar nove horas nas urgências, uma situação que está a ser investigada pela Inspeção Geral das Atividades em Saúde. Este é o segundo caso de óbito nas urgências deste hospital de Almada sob investigação.

O Ministério da Saúde revelou na segunda-feira que as mortes em urgências hospitalares estão a ser avaliadas, para perceber se estão relacionadas com o tempo de atendimento e, se for o caso, serão apuradas responsabilidades.

“Estamos a avaliar em relação a este número de mortos, as circunstâncias em que ocorreram, para perceber se foram mortes indevidas relativamente ao contexto de saúde e ao local onde se encontravam”, afirmou o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, citado pela agência de notícias Lusa.

Mil mortes acima do esperado

O primeiro surto de gripe de 2015 já causou pelo menos mil mortes acima do previsto pelas autoridades de saúde, em relação ao ano passado. No entanto, de acordo com a subdiretora-geral de Saúde, Graça de Freitas, o número está dentro da normalidade tendo em conta a agressividade da época gripal.

Os principais grupos de risco são pessoas com doenças crónicas, designadamente os mais idosos. Graça Freitas diz que o pior ainda pode estar para vir, já que o pico gripal deverá ocorrer dentro de duas semanas.

As autoridades decidiram prolongar os horários de meia centena de unidades e centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, até ao final de fevereiro. Esta é uma das medidas que esta terça-feira irá ser explicitada numa conferência de imprensa, na Direção-Geral da Saúde (DGS).

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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