Médicos alertam que alterações climáticas estão a propagar doenças

As mudanças climáticas estão a causar mais pessoas doentes, ao promoverem o aumento dos níveis de poluição atmosférica e da água e ao facilitarem o incremento de mosquitos transmissores de doenças, concluiu um conjunto de 11 grupos médicos norte-americanos.

A woman wears a protective mask in the centre of Roermond in southern Netherlands, on December 17, 2014 after a major fire destroyed late on December 16 two boat sheds in the southern Dutch town of Roermond. The center of Roermond was closed off on December 17 following the fire, which caused asbestos to drift over the town. Residents in the affected area have been told to keep doors and windows shut. Two primary schools will remain closed and shops have been closed, too. AFP PHOTO/ ANP MARCEL VAN HOORN netherlands out / AFP PHOTO / ANP / MARCEL VAN HOORN

créditos: AFP

O Consórcio da Sociedade Médica sobre o Clima e a Saúde representa mais da metade dos médicos dos Estados Unidos e pretende ajudar os criadores de políticas públicas a compreender os riscos para a saúde do aquecimento global. "Nós, médicos de todos os cantos do país, vemos que as mudanças climáticas estão a fabricar americanos doentes", disse Mona Sarfaty, diretora do novo consórcio.

"Os danos estão a ser sentidos principalmente pelas crianças, idosos, pessoas com baixo rendimentos ou doenças crónicas, e pela comunidade negra", afirmou.

O grupo divulgou um relatório que explica como as mudanças climáticas afetam a saúde e insta a uma rápida transição para as energias renováveis. O texto vai ser distribuído pelos membros do Congresso, de maioria republicana.

Doenças respiratórias

As principais advertências surgem no campo dos problemas respiratórios e cardíacos. O aumento da sua incidência tem sido associado ao incremento dos incêndios florestais e da poluição do ar, assim como às consequências do calor extremo.

As doenças infecciosas podem propagar-se mais e mais rápido quando os mosquitos e carrapatos que transmitem as doenças ampliam sua área de ação, afirma o texto. O clima extremo, assim como os furacões e as secas, podem tornar-se mais comuns, destruindo casas e meios de subsistência e prejudicando a saúde mental das pessoas, alerta.

A maioria dos norte-americanos não está ciente de que os aumentos dos ataques de asma e de alergias também estão relacionados com as mudanças climáticas, de acordo com o relatório.

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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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