Quimioterapia pode prejudicar os doentes terminais

A quimioterapia tem salvo milhões de vidas e é um dos pilares mais credíveis no tratamento do cancro. Contudo, um novo estudo avança que utilizar tratamentos de quimioterapia em doentes com cancro em fase terminal pode causar mais mal do que bem.
créditos: AFP

Essa é a conclusão de um estudo publicado na quinta-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).

O estudo baseia-se num grupo de 300 pacientes portadores de cancro com metástases, ou seja, tumores malignos já disseminados pelo corpo depois de surgirem num determinado órgão.

Cerca de metade dos pacientes da investigação receberam quimioterapia, um cocktail de químicos potentes e variáveis injetados no corpo para destruir as células cancerígenas e reduzir os tumores. Os efeitos secundários são muitos e variam de pessoa para pessoa: fraqueza, náuseas, fadiga, mucosite e queda de cabelo são os mais comuns.

A maioria dos pacientes sujeitos à análise eram homens por volta dos 60 anos com perspetivas de vida na ordem dos quatro meses. O objetivo do estudo era examinar de que forma a quimioterapia afeta a qualidade de vida quando os pacientes se encontram já numa fase terminal, particularmente em relação à sua capacidade de locomoção, realização de atividades e necessidades básicas.

Doentes pioraram

Baseados nas avaliações dos tratadores dos pacientes, que refletiram sobre o sofrimento físico e psíquico nas últimas semanas de vida dos doentes, os investigadores notaram que a quimioterapia não melhorou a qualidade de vida dos pacientes que já tinham uma mobilidade limitada.

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