30 anos da Sida em Portugal assinalados com concertos, corridas e exposição

Primeiro diagnóstico de VIH/SIDA em Portugal foi realizado em junho de 1983
19 de junho de 2013 - 10h00



A Direção-Geral da Saúde lança hoje uma campanha para assinalar 30 anos de luta contra a Sida, que contará com uma série de iniciativas, desde um concerto solidário até uma exposição retrospetiva, passando pelo lançamento de um preservativo especial.



O primeiro diagnóstico de VIH/SIDA em Portugal foi realizado em junho de 1983. Trinta anos depois, a data assinala-se com uma campanha que se estenderá até 2014 e cujo programa é apresentado hoje pelo diretor do Programa Nacional para Infeção VIH/SIDA, António Diniz.



Uma das iniciativas previstas será o lançamento de um preservativo específico criado para a campanha, com o símbolo dos 30 anos e que será distribuído em vários locais do país, entre os quais centros de saúde.



De acordo com a organização do evento, irá realizar-se também um concerto solidário, com a presença de vários artistas, que inclui ainda outro tipo de espetáculos como homenagens públicas e stand up comedy.



Outra novidade da campanha é o lançamento da primeira corrida contra a sida, uma maratona a ser organizada na cidade, à semelhança das que se fazem já para outras doenças como o cancro da mama.



Entre o leque de iniciativas previstas, está uma exposição retrospetiva, que reúne as principais notícias e campanhas relacionadas com o VIH/Sida dos últimos 30 anos.



No âmbito da campanha será também feito um rastreio gratuito para a população em geral, em que durante uma semana serão realizados testes em todo o território nacional, paralelamente com outros países da Europa.



Sob o mote “VIH/SIDA em Portugal - 30 anos: refletir e agir”, a campanha foi organizada por uma Comissão Executiva, composta pelo Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, por todas as associações de luta contra a Sida e por representantes de diferentes áreas da Sociedade Civil.



Segundo os organizadores, as diferentes ações da campanha dirigem-se à população em geral e a populações mais vulneráveis, a pessoas que vivem com a infeção por VIH, aos profissionais de saúde e a todos que, de alguma forma, estejam ligados a este problema.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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