Tem medo de ir ao dentista? Há uma terapia que acaba com essa fobia!

A psicologia pode ajudar a superar este receio, que se manifesta mais cedo nas mulheres do que nos homens. Saiba como funciona o método EMDR, muito usado noutros países.

O medo intenso é vivenciado como uma situação causadora de angústia e sofrimento mas, por outro lado, é uma emoção necessária e adaptativa, sendo mesmo crucial para a nossa sobrevivência, uma vez que é o medo nos faz evitar perigos dando sinal ao cérebro e este por sua vez ao corpo de que iremos ter que responder ao estímulo que lhe está associado, por sinal perigoso. Essa resposta pode ser a fuga ou a luta.

Apesar da nossa capacidade de experienciar o medo ser uma função biológica inata, as nossas respostas a determinados objetos e sensações que temos são adquiridas através da aprendizagem diária. O desenvolvimento de respostas de medo a situações potencialmente ameaçadoras é normal, natural e adaptativo. No entanto, a aquisição destas mesmas respostas a ameaças percecionadas podem acontecer de uma forma aparentemente irracional.

Irracional e desproporcionada em relação à ameaça real. Esta reação resulta da perceção pessoal da situação por parte do individuo, baseada na sua experiencia passada e na interpretação da situação presente. É o que acontece na fobia dentária que é denominada como uma fobia específica aos tratamentos dentários, habitualmente desencadeada por acontecimentos traumáticos que tendem a ter um desenvolvimento particularmente agudo.

A ansiedade que a fobia gera

Uma fobia específica é caracterizada pela presença de medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação específica. A exposição ao estimulo fóbico provoca quase invariavelmente uma resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece que o medo é excessivo. No entanto, não tem controlo sobre suas reações.

As situações fóbicas são evitadas com intensa ansiedade e mal-estar, interferindo significativamente com as suas rotinas normais, funcionamento ocupacional, relacionamentos, atividades sociais ou mal-estar acentuado. O evitar é a consequência mais complicada pelo impacto que tem na vida das pessoas e na sua liberdade individual. Os primeiros sintomas de fobia especifica ocorrem habitualmente na infância ou no inicio da adolescência.

Mulheres são mais vulneráveis

Este tipo de fobia pode ocorrer mais cedo nas mulheres do que nos homens. A fobia, muito mais comum do que se julga, é acompanhada por pensamentos catastróficos ou de incompetência pessoal, aumento do estado de vigília, tensão muscular, palpitações cardíacas, tremor, inquietação, assim como uma variedade de desconfortos somáticos decorrentes da hiperatividade do sistema nervoso autónomo.

Estudos internacionais apontam para uma prevalência de 5% a 15% de ansiedade dentária elevada. Algumas dessas investigações afirmam que 6% da população mundial evita a consulta de medicina dentária, recorrendo a tratamentos apenas após o aparecimento de sintomas, resultando estes comportamentos, numa severa deterioração da saúde oral do paciente fóbico.

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