As vantagens e as desvantagens do copo menstrual

Ainda desconhecido da grande maioria do público feminino, é defendido acerrimamente pelas mulheres que já o usam. Ainda assim, suscita muitas dúvidas.

Não são um invento recente. Os copos menstruais, uma alternativa ao pensos higiénicos e aos tampões, começaram a ser utilizados há cerca de oitenta anos, com a primeira patente registada nos Estados Unidos da América em 1932. Hoje, apesar de ainda desconhecido da maioria das mulheres, este objeto já é comercializado em 55 países e a sua venda cresce 15% ao ano.

No entanto, continua a ser um tema tabu, gerando dúvidas e desconfianças devido aos rumores e às ideias pré-concebidas, muitas delas erradas, que ainda o envolvem. Na realidade, o copo menstrual não é mais que um recipiente que as mulheres inserem na vagina durante a menstruação para recolher o fluxo menstrual. É feito de um material antialérgico sem desodorizantes nem qualquer tipo de gel absorvente.

A principal diferença em relação a outros métodos de uso interno como, por exemplo, os tampões é o facto de não absorver o fluxo, recolhendo-o apenas. Este fica depois retido no copo, até o líquido ser extraído. Depois, lava-se bem e volta a introduzir-se na vagina. O procedimento é simples e rápido.

Como se utilizam os copos menstruais

Utilizar um copo menstrual não é difícil ainda que, ao princípio, por falta de prática, algumas mulheres tendam a fazê-lo de forma incorreta, o que faz com que o recipiente não recolha todo o fluxo, provocando perdas. Para o colocar, basta dobrá-lo um pouco para que se assemelhe a um tampão. Deve, depois, dirigi-lo para a parte de trás da vagina e empurrá-lo um pouco.

Se o dispositivo estiver bem colocado, a sua presença não será, sequer, notada. Para os muitos especialistas que defendem o recurso a este sistema, há uma série de vantagens que justificam o seu uso:

1. É muito cómodo

Dependendo da quantidade de fluxo menstrual que cada mulher liberte, o copo menstrual pode estar colocado por um período máximo de doze horas, uma janela temporal que permite à utilizadora ir trabalhar sem problemas e até ter uma noite de sono descansada e sem preocupações.

2. Previne infeções

Devido ao material de que é composto, o copo menstrual respeita a flora vaginal, pois não contém químicos. Esta solução alternativa é, por isso, adequada a mulheres que sofrem com frequência de cistites e/ou candidíase . Também evita o síndrome do choque tóxico, que pode produzir-se com os tampões.

3. Tem um preço acessível

O copo menstrual pode ser uma alternativa a considerar, com vantagens em termos económicos, uma vez que custa, em média, entre 20 e 30 € e, quando cuidados de forma correta, podem durar até dez anos, o que permite rentabilizar rapidamente o investimento, já de si reduzido.

4. É ecológico

A quantidade de tampões e de pensos higiénicos que anualmente vão parar ao lixo provocam graves problemas no meio ambiente. Ao longo da vida, uma mulher usa entre 8.000 e 17.000 tampões ou pensos higiénicos. Já o copo menstrual, que se usa e guarda, pode evitar esse desperdício.

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