10 razões para volver ao Volver de Carne Y Alma

Há mais, muitas mais, para (re)descobrir este restaurante da capital que muitos ainda continuam a associar, erradamente, ao chef Chakall. E nem todas têm a ver com a (deliciosa) comida...

Localizado no número 5 D da Rua Luís de Freitas Branco, no Lumiar, em Lisboa, o Volver de Carne Y Alma, apenas Volver para muitos, vive uma nova vida. Há muito que o restaurante que alia o melhor da gastronomia argentina ao melhor da cozinha portuguesa já não está ligado ao chef Chakall, apesar de ainda haver quem, erroneamente, os associe. Hoje, a ementa é definida por André Pires, o cozinheiro que, em abril de 2017, passou a assumir a cozinha.

Estas são (apenas) 10 razões para (re)descobrir este restaurante da capital:

1. O novo chef

André Pires, natural de Santarém, é novo mas está longe de ser um novato. Antes de chegar ao restaurante do Lumiar, passou pelo espaço La Sirene na Bélgica, pelo Degusto e pelo Malhadinha Nova, pela mão de Vítor Claro, antes de volver ao Ribatejo natal, onde chefiou a cozinha do Hotel Lusitano, na Golegã. Nos últimos cinco anos, trabalhou no restaurante Tágide, em Lisboa, como sub-chef e, depois, como chef.

2. A nova carta

O mote de oferecer o melhor da gastronomia portuguesa e argentina num único espaço mantém-se através de uma união de sabores, agora renovada com elementos e ingredientes que mesclam as duas gastronomias, transformando a nova carta num verdadeiro menu de cozinha criativa, com «sugestões improváveis, mais frescas e com alguma irreverência à mistura», como o chef as caracteriza.

3. As entradas

As estrelas da nova carta do Volver de Carne Y Alma são o tártaro de vaca com pipocas de aji, ruibarbo e chimichurri, um famoso tempero argentino, que surge aqui ao lado de um creme de feno e agriões. Outra das novidades é sorrentino de couve-portuguesa com ricotta fumada, quinoa e geleia BBQ, um envolvente creme com sabor a molho barbecue, naquele que é um exemplo da aliança entre o melhor das duas cozinhas.

Outra novidade é o nikkei patagónico, uma especialidade que une a truta-arco-íris (Oncorhynchus mykiss), muito utilizada na Patagónia, aqui em várias interpretações. Além de servido em tártaro, o peixe é servido no brûlée y gravlax de truta, funcho, lima, laranja, ruibarbo, beterraba, ovo e abacaxi. Também recomendamos a o gel de Torrontés, casta argentina branca, peschette al tartufo e shciacciata, um delicioso pão de queijo de cabra e uvas.

4. Os pratos principais

Também aqui a escolha é grande. A nova carta trouxe o o bacalhau, o gazpacho e o carvão, um surpreendente prato de bacalhau cozido a baixa temperatura com uma poejada de grão, berbigão, gema curada, azeite de carvão e alho francês e um desconcertante gaspacho de cereja. O risotto porteño de vieiras com camarões, algas, ricotta, salicórina e limão também não deixam os seus créditos por mãos alheias.

Os apreciadores de carne têm, além das especialidades habituais de carne argentina maturada, suculentamente grelhada no ponto, o pato crocante com papas Francis Mallman, numa homenagem a um grande cozinheiro argentino e às suas afamadas batatas, que se fazem acompanhar por um magret de pato e peras de pickles caramelizadas, gel de laranja e mostarda, acelgas e caramelo de aji.

5. As sobremesas

Para terminar um belo repasto, nada melhor do que uma das três sobremesas-estrela deste restaurante. A mais impressionante é a pavlova. O merengue que a cobre esconde uma espuma de doce de ovos, vinagre balsâmico, pimenta-rosa e um envolvente creme de queijo com morangos e sorvete. Igualmente delicioso é o abacaxi3, servido com maracujá, pisco, chocolate branco e limão. Prove também a afamada torta Rogel com bombom do Alasca, com doce de leite e travo a menta, framboesa e mirtilo.

6. A nova carta de cocktails

À semelhança do bairro que acolhe o famoso clube de futebol Boca Juniors e o El Caminito, cheio de tango, de cor e de tradição, considerado o mais perigoso de Buenos Aires, assim é o La Boca, um dos cocktails da nova carta do restaurante. Uma proposta cheia de raça e um desafio para quem a bebe. O equilíbrio perfeito da vodca une-se à mistura subtil, mas caliente, do Aperol, uma bebida à base de ervas e raízes, combinada com limão e manjericão.

Mas há mais. Cono Sur mistura ingredientes nacionais e da América do Sul, aliando a tequilha Jose Cuervo Reposado ao sumo de aipo e ao xarope de mate, uma erva típica do sul daquele continente, harmonizados com xarope de açúcar e limão, numa criação de Sofia Batardo, responsável pela carta de cocktails do restaurante, que inclui ainda uma sangria de inspiração argentina.

10 razões para volver ao Volver de Carne Y Alma

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