Rumo à hora prateada

Há uma hora, a que costumo chamar a “hora prateada”, em que o meu maior prazer é pegar na bicicleta e vaguear um pouco pela cidade.

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Não é necessário combinar com nenhum amigo, nem planear nada em concreto. Basta-me sair de casa e começar a pedalar e, seguindo por um ou outro atalho que eu cá sei, chegar junto ao rio.

O SOM PARA ESTE MOMENTO

A hora prateada é aquele momento em que o sol se põe e as águas ganham um tom cinza, mas ainda cheio de reflexos. É então que me sento na relva, ao lado da minha bicicleta, e fico a pensar que esta é, sem dúvida, uma das cidades mais bonitas do mundo. Fico ali até o sol desaparecer no horizonte e regresso então a casa, feliz.

Nunca nos sentimos sós quando pedalamos pela cidade. Há sempre uma rua que não conhecemos e por onde nos atrevemos a seguir. Há sempre um café novo, uma loja interessante, um pormenor qualquer que nos leva a desmontar da bicicleta.

Antes de ir para casa, passo pela mercearia e trato de comprar os ingredientes para o jantar. Meto tudo no cesto da bicicleta e sigo. E o melhor de tudo? Esta brisa fresca que sinto na cara enquanto pedalo até casa, devagar, pela noite. Não há sensação melhor.

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