Nuno Gama abre último dia da 45ª Modalisboa com regresso à história de Portugal

O designer mostrou o universalismo único que a Língua Portuguesa deu ao Mundo, inspirando-se em África, Índia e Ásia para criar uma coleção repleta de misticismo, deixando o público emocionado.

O último dia da 45ª edição da Modalisboa começou no Pátio da Galé com o desfile de Nuno Gama. O desfile estava inicialmente previsto para a Marinha Portuguesa, mas devido às previsões de chuva teve de sofrer alterações de última hora. Na última edição da ModaLisboa o designer criou a coleção 'Lusíadas I', onde mostrou uma viagem até ao Cabo das Tormentas. Nesta edição regressámos à segunda parte da história portuguesa. Em 'Lusíadas II' houve um desafio ao “Monstrengo” e um desejo de universalismo único. Mostrando o que a língua Portuguesa deu ao Mundo, Nuno Gama foi ao encontro da incrível África, pelo imenso Índico até à silenciosa beleza Asiática das amendoeiras em flor, num desfile pintado por um incrível espetáculo.

Ricardo Carriço e Tiago Fernandes abriram o desfile dando voz ao poema de Fernando Pessoa 'O Mostrengo', presente no livro 'Mensagem'. Por detrás dos dois encontrava-se uma escultura de um monstro marinho, criada por Nuno Gama e resultante de uma parceria do criador com a marca Samsung, uma das patrocinadoras oficiais da Modalisboa. Em quatro inspirações diferentes: portuguesa, africana, indiana e asiática foi possível ver presente o regresso absoluto do Dandismo e do ressurgimento dos códigos de elegância em que o homem se renova no puro prazer de se mimar.

Filipe Faísca foi o designer que se seguiu, com a coleção 'Now'. O desfile foi narrado, contando várias histórias de viagens, de mulheres diferentes e do tempo. O designer criou uma mulher poderosa com recurso a materiais como a seda, viscose, neoprene, cabedal, renda e plissados.

Por volta das 17h foi a vez de Kolovrat apresentar as suas propostas. 'Invitation for coffee', foi o nome dado à coleção inspirada nas figuras criadas pelas borras de café. As silhuetas resultam de um encontro do abstrato com a composição de formas circulares trabalhadas e linhas "clássicas" refinadas, recorrendo a tons monocromáticos de preto e branco, com apontamentos de azuis, introduzidos por artworks originais trabalhadas com os elementos do café.

Nadir Tati, a designer angolana, foi a seguinte a mostrar o que tinha preparado para a próxima primavera/verão 2016. 'Almas de África' é uma coleção que homenageia a todas as mulheres africanas. Uma coleção diferente, com linhas simples e fluidas, uma fusão de tecidos e texturas que acompanham deslumbrantes vestidos pretos, vermelhos e dourados com bordados e pedras adicionadas à mão. Rendas, organzas, sedas e o tradicional super wax africano completam a coleção. A transparência e a sensualidade juntam-se à noite africana de turbantes, sandálias e colares dourados feitos à mão e desenhados exclusivamente para a coleção.

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