Moda sustentável está a ganhar adeptos

As vantagens do uso da lã, da seda, do algodão e do linho no vestuário são reconhecidas e elogiadas. Saiba por que há mais gente a optar por eles

Estamos cada vez mais verdes e isso nota-se também no vestuário e acessórios. As matérias-primas naturais ganham espaço nas prateleiras das lojas. As mais usadas continuam a ser o algodão, a lã, o linho e a seda, mas também já se encontram peças de ráfia, cânhamo, cortiça e bambu.

Para saber mais sobre este tema conversámos com Rui Miguel, presidente do Departamento de Ciência e Tecnologia Têxtil e diretor do Curso de Mestrado em Branding e Design de Moda da Universidade da Beira Interior (UBI).

As matérias-primas naturais dependem, como explica o presidente do Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis da UBI, «da natureza no que respeita às quantidades produzidas e à manutenção de características», mas são ambientalmente sustentáveis e têm algumas vantagens do ponto de vista estético.

«As características específicas que transportam para os tecidos e para o vestuário são inimitáveis e determinados itens de conforto só são satisfeitos com as fibras naturais», sublinha. Quanto ao preço, não são obrigatoriamente mais caras do que as sintéticas, como se pensa.

«Há matérias-primas naturais mais caras do que as sintéticas, mas também acontece o contrário. As fibras sintéticas com propriedades de isolamento térmico, de transporte de humidade, antibacterianas, de suavidade de toque, de elevada tenacidade, de elevada elasticidade, entre outras», são um exemplo disso.

A fibra de eleição

As matérias-primas naturais podem ter origem animal ou vegetal. O algodão, por exemplo, «é uma fibra vegetal, de origem celulósica, relativamente curta e fina». É suave ao toque e tem boa biocompatibilidade e higroscopicidade (capacidade de absorver a humidade). Por estes motivos, «é a fibra de eleição para se usar junto ao corpo», sublinha o especialista.

«O seu campo de aplicação é muito vasto, mas usa-se sobretudo em vestuário descontraído e de lazer, considerando também as suas propriedades mecânicas, nomeadamente a baixa resiliência e a rigidez à flexão», refere ainda Rui Miguel. Igualmente de origem vegetal, o linho tem uma «natureza celulósica, mais grossa e rígida».

«O toque suave e o aspeto irregular e enrugado que confere aos tecidos e vestuário são a sua imagem de marca e tornam únicos a sua beleza estética e conforto ao vestir», sublinha ainda o professor.

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