Pele (visivelmente) mais firme

As principais estratégias para prevenir ou combater a flacidez da pele do rosto e corpo

Resulta da falta de tonicidade cutânea e/ou muscular e pode ser cruel.

A flacidez tem o poder de conferir ao rosto uma aparência tão (ou mais) envelhecida do que as rugas e um aspeto pouco elegante ao corpo mesmo que seja magra.

Se for de origem muscular exercitar os músculos onde ela está presente resolve o problema.

Se é a pele que está flácida significa que «existe uma carência das fibras responsáveis pela sustentação dos tecidos, como o colagénio e a elastina, que vão diminuindo a partir dos 25 a 30 anos», explica Tiago Baptista Fernandes, cirurgião plástico. Embora se trate de um problema que surge com a idade existem fatores genéticos e de estilo de vida que o podem agravar nomeadamente «as oscilações de peso e hormonais, o tabagismo, a exposição solar e o sedentarismo», descreve Alexandra Osório, dermatologista.

As áreas mais afetadas, segundo o cirurgião são geralmente «a região periocular (pálpebras e sobrancelhas), o contorno da mandíbula e o pescoço e, no corpo, as mamas, o abdómen, as nádegas e as coxas». Existem várias formas de prevenir e tratar o problema. As que se seguem.

Cosmética: As substâncias da firmeza

Quando o objetivo é combater a flacidez do rosto, a dermatologista Manuela Cochito aconselha fórmulas que contenham substâncias ativas específicas, com «isoflavonas, retinóides e derivados, ácidos de frutos, pro-xylane, DMAE (dimetilaminoetanol), entre outras». A dermatologista Alexandra Osório acrescenta ainda que «a vitamina C e os silícios orgânicos são capazes de estimular a produção de nova elastina na pele flácida, o que confere firmeza e ajuda na redefinição do oval do rosto».

Para melhorar a eficácia do cosmético escolhido aconselha aplicá-lo através «de uma massagem favorecendo a circulação e a drenagem de líquidos acumulados». No entanto, uma vez que os cremes «não conseguem chegar tão profundamente até à derme», como explica Manuela Cochito, o ideal será aliá-lo a um tratamento em consultório.

Dermatologia: Radiofrequência

A radiofrequência é, segundo as dermatologistas, o único tratamento dermatológico que melhora a flacidez. Realizada através de um equipamento que emite uma luz infravermelha sobre a derme aumenta a temperatura, estimulando a formação de colagénio. «Após esta estimulação, as células da derme demoram 30 dias a produzir o colagénio tipo I e 90 dias a produzir o colagénio tipo III.

Os resultados são visíveis e duradouros», elucida Alexandra Osório. A eficácia depende, segundo Manuela Cochito, «de uma conjugação de máquinas potentes, profissionais especializados e tempo suficiente para que o estímulo dos fibroblastos origine firmeza».

A radiofrequência é indicada para tratar as nádegas, braços, abdómen e coxas e rosto. São necessárias cerca de oito sessões, uma vez por semana. Cada sessão tem um custo a partir de 75 euros. A única contraindicação é o uso de próteses metálicas e gravidez.

As soluções da cirurgia

Quando a flacidez é muito acentuada o problema só pode ser resolvido por meio de uma intervenção cirúrgica. A técnica mais adequada para a remoção da flacidez cutânea é definida após «uma consulta prévia de avaliação do problema e das expectativas da paciente», refere Tiago Baptista Fernandes.

- Rosto

Existem várias cirurgias que podem ser utilizadas para corrigir a flacidez no rosto, quer esta seja geral ou localizada. «Podemos optar por um minilifting, um lifting da face ou do pescoço, um lifting endoscópico das sobrancelhas (browlift) ou uma cirurgia das pálpebras», enumera o cirurgião plástico.

«Dependendo da idade e do envelhecimento de cada pessoa, poderão estar envolvidas diferentes áreas da face, sendo que a zona periocular é a que é mais cedo afetada. Uma vez que os olhos são a principal área do contacto humano, o tratamento desta zona é prioritário e com o desenvolvimento do lifting endoscópico das sobrancelhas é possível fazer um tratamento mais completo», conclui. Esta solução custa entre1.500 a 12.000 euros.

- Peito

Quando há flacidez da mama podem usar-se as seguintes técnicas, nomeadamente lifting mamário (quando há volume mamário suficiente), aumento mamário (quando existe um grau ligeiro de flacidez) ou mastopexia de aumento (com recurso a gordura ou próteses mamárias), quando a flacidez é muito acentuada e com de falta de volume.

«Numa flacidez moderada é um erro colocar apenas próteses, sem remover pele, pois acentuamos a queda da mama a curto prazo devido ao aumento de peso», elucida o especialista. Esta solução custa entre 2500 a 8500 euros.

- Abdómen e glúteos

A cirurgia S.A.F.E. Lipoabdominoplastia Circunferencial é caracterizada por uma remodelação circunferencial com tratamento do abdómen, costas e nádegas. É considerada uma cirurgia revolucionária. «O segredo do sucesso desta técnica está no facto de se associar a remoção da gordura em excesso à remoção da pele da barriga que não consegue encolher», explica Tiago Baptista Fernandes, o primeiro cirurgião plástico português e europeu a aplicá-la. Esta tem um custo a partir de seis mil euros.

Tratamento alternativo

Em alternativa aos tratamentos convencionais e mais interventivos, Wenqian Chen, especialista em Medicina Tradicional Chinesa (MTC), propõe uma abordagem holística para tratar a flacidez muscular e cutânea. «Para a MTC a pele é alimentada pela energia do pulmão e o músculo pela energia do baço/estômago e são essas as energias que trabalhamos. O tratamento mais usado é a acupuntura, com o nome de Tong Yan», refere.

«Utilizam-se agulhas estéticas pequenas nos pontos especiais para estimular a energia e circulação sanguínea no rosto, recuperando a força do músculo e da pele. Por vezes acompanha-se com fitoterapia ou moxabustão (aplicação de calor nos pontos da acupuntura)», explica ainda. Cada sessão dura 45 minutos a uma hora (40 euros por sessão), sendo necessárias entre uma e três. «Os resultados são especialmente visíveis no rosto e na zona do peito».

Dieta antiflacidez

Alguns alimentos ajudam a prevenir a flacidez e a recuperar a firmeza da pele:

- Reforce a alimentação com os nutrientes envolvidos na produção de colagénio (vitamina C, cobre, silício, prolina, lisina e glicina) ingerindo aveia, nozes, iogurte de soja, sumos de fruta ácida (laranja, limão, kiwi, ananás), pão de trigo integral, proteína animal magra (carne magra ou peixe), leguminosas secas (feijão, lentilhas), vegetais de folha verde-escura, gelatina, chá verde ou preto.

- Ingira, ainda, alimentos ricos em DMAE, como salmão, sardinhas e anchovas. Evite bebidas alcoólicas e alimentos com gordura saturada ou animal, ou com aditivos, que aumentam a toxicidade do organismo.

Exercícios tonificantes

Pedro Marques, personal trainer (PT), elaborou o plano certo para que consiga tonificar os músculos e melhorar a aparência da flacidez cutânea:

- Tipo de treino
Exercícios localizados, em aulas de grupo como localizada, body pump, GAP (glúteos, abdominais e pernas) ou exercícios na sala de musculação + treino cardiovascular (passadeira, bicicleta, remo e/ou elíptica).

- Frequência semanal
Pelo menos três vezes por semana, 30 a 40 minutos de treino muscular + 20 a 30 minutos de trabalho cardiovascular. Termine com exercícios de alongamento. Para melhores resultados recorra a um PT.

- Fora de casa
Diariamente, pode exercitar-se caminhando até ao trabalho e subindo escadas. O ideal é acumular 30 minutos de atividade física por dia.

Texto: Stela Martins com Tiago Baptista Fernandes (médico especialista em cirurgia plástica), Alexandra Osório (dermatologista), Manuela Cochito (dermatologista), Pedro Marques (personal trainer), Magda Roma (nutricionista) e Wenqian Chen (especialista em medicina tradicional chinesa)

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