Nariz torto

A solução para um problema que afeta a autoestima de inúmeras pessoas e que pode ter como explicação um defeito congénito ou adquirido pode passar pela cirurgia

O espelho pode ser inimigo para quem exibe um rosto com o qual não se identifica. O nariz torto pode ter como explicação um defeito congénito ou adquirido, no caso de um traumatismo. «Anatomicamente, o que ocorre é um desvio da pirâmide nasal para um dos lados, por desalinhamento ósseo, cartilagíneo ou ambos», explica o cirurgião plástico António Conde.

«Sendo o nariz um marco anatómico e uma unidade estética fundamental para o equilíbrio da face, naturalmente que esta deformidade é fonte de grande angústia por parte dos doentes, o que os leva a procurar uma solução», refere ainda. A cirurgia recomendada para solucionar o nariz torto denomina-se rinoseptoplastia e «consiste no realinhamento dos elementos osteocartílagineos envolvidos no defeito», sublinha.

«Esta cirurgia é classicamente realizada por abordagem interna evitando portanto quaisquer sequelas cicatriciais visíveis ou, como se faz com alguma frequência, por abordagem externa, deixando um pequeno vestígio cicatricial cutâneo na columela», explica ainda o cirurgião plástico. Antes da cirurgia, o doente tem que ser avisado que ficará com as narinas obstruídas por um tamponamento durante seis a oito dias.

Além disso, existirão seguramente importantes edemas e equimoses por 10 a 15 dias. O resultado, sendo imediato na perceção da diferença, vai estabilizando ao longo de 6 meses. Antes da intervenção, o paciente será ainda advertido para dormir com o tronco elevado por três a quatro dias, evitar traumatismos da face e não se expor ao sol. No final, valerá a pena, uma vez que os resultados são definitivos.

Depois da intervenção, o paciente poderá regressar ao trabalho cerca de oito dias depois. A atividade física intensa poderá ser retomada um mês após a cirurgia. O preço médio de uma intervenção cirúrgica deste tipo situa-se, em média, nos 4.500 €.

Texto: Cláudia Pinto

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