Inovações médicas facilitadoras

4 avanços científicos que melhoram a vida de grávidas e bebés

A comunidade científica não para de surpreender e regularmente surgem notícias de avanços médicos que pretendem facilitar a reprodução e o tratamento de algumas doenças. Estas são algumas das inovações que vieram melhorar a vida a muitos casais e que abrem caminho a futuras descobertas:

Gravidez de sucesso

Investigadores da Yale School of Medicine, em Connecticut, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um teste metabólico não-invasivo que permite identificar a qualidade de um embrião para fertilização in vitro (FIV). «Os estudos metabólicos são o futuro da FIV, permitindo aumentar a taxa de gravidez e diminuir as gestações múltiplas», vaticina Ana Brandão, bióloga e embrióloga portuguesa.

Transplante de útero humano

Cientistas do Royal Veterinary College e do Hammersmith Hospital, em Londres, acreditam ter descoberto como transplantar um útero humano e conseguir garantir a sua viabilidade para uma gravidez, depois de o terem realizado com sucesso em coelhos. Segundo Ana Brandão, bióloga e embrióloga, «esta possibilidade implica o recurso a fertilização in vitro, cesariana e remoção do útero após o parto, mas para mulheres que tenham um desejo muito grande de serem mães é uma solução muito apelativa».

Pílula inovadora

O Infarmed aprovou, no final de 2009, um novo contracetivo de emergência feminino, contendo a substância ativa acetato de ulipristal. No mercado desde o início de 2010, poderá ser tomado até cinco dias (120 horas) após uma relação sexual não protegida. «É precisamente neste aspeto que se encontra a sua inovação, já que nos métodos existentes a toma deve ser feita entre 12 a 72 horas após a relação», refere Cristina Azevedo, farmacêutica.

Curar a cegueira

Com uma simples injeção de ADN, um grupo de investigadores do Scheie Eye Institute, da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos da América, conseguiu restituir a visão de quatro crianças com amaurose congénita de Leber, uma doença que conduz à perda severa de visão na infância e cegueira na idade adulta.

 

«Esta descoberta representa uma grande esperança para os pacientes com esta doença que, até ao momento, não tem cura nem tratamento para abrandar a sua progressão e pode servir de fonte de esperança para todos os que sofrem de perda progressiva de visão», referiu, na altura, Graça Almeida-Porada, professora de imunologia e biologia molecular.

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