Cuidado com as imitações

Os 12 maus exemplos que os pais não devem dar aos filhos

Tenha atenção aos seus hábitos e não seja um modelo de mau comportamento para o seu filho. Porque ele tenderá a seguir o seu exemplo.

Ele amua. grita. mente. não quer ouvir. Há certas fases da vida que são difíceis, não é verdade?

O pior é que não estamos a falar do comportamento de crianças, mas sim de reações muito comuns por parte dos pais. Porque educar nem sempre é fácil e porque todas as crianças (e também todos os pais) são diferentes, Paulo Oom, pediatra e autor do livro «Não te volto a dizer!», lançado em 2011,  guiou-nos na direção certa para que os pais saibam como dar o exemplo. Um bom exemplo.

Efeito espelho

Em primeiro lugar, pedimos-lhe que leia, mais à frente, a listagem dos 12 maus exemplos mais comuns que os pais dão aos filhos. Agora sim, podemos começar. A partir dos dois anos, as crianças são influenciadas pelos comportamentos dos progenitores e, de acordo com Paulo Oom, «elas utilizam os pais como modelo preferencial de comportamento. Mais do que qualquer conversa, é aquilo que os pais fazem que serve de exemplo aos filhos».

«De nada serve dizer não mintas, se depois as crianças veem o pai ou a mãe a mentir, mesmo que por coisas aparentemente inocentes», realça. É também provável que, no futuro, essas crianças venham a reproduzir, enquanto pais, esses comportamentos já que «cada um educa os seus filhos de forma muito própria mas existe uma tendência familiar bastante marcada», explica.

Atacar não é ajudar

Existem outras atitudes que os pais têm que não são benéficas para os mais pequenos. Uma das mais frequentes consiste nos ataques ao carácter da criança. Frases como «és um mentiroso», «és burro» ou, ainda, não «me venhas dizer que não és capaz», sublinha o especialista.

Em caso de dificuldade, a criança deve ser ajudada e não castigada. «Aproveitar para deitar abaixo a sua autoestima apenas agrava as coisas», enfatiza. A criança que mentiu «não disse a verdade» e não «é uma mentirosa». «Uma coisa é atacar a situação, outra é atacar a personalidade da criança», alerta o pediatra.

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