21 dicas para que os seus filhos comam melhor

Um texto de Miguel Figueiredo, Coaching Alimentar.

Antes de nos tornarmos pais era muito fácil fazer julgamentos sobre as formas de educar de outras famílias e apontar aquilo que nós faríamos de forma diferente. Limitar a televisão, não dormir na cama dos pais e claro, a alimentação que daríamos aos nossos filhos.

Contudo, depois de termos filhos, tomamos consciência de que aquilo que defendíamos na teoria não é assim tão fácil de por em prática.

Felizmente os meus filhos comem literalmente tudo o que lhes puser à frente. Todos os legumes e vegetais, crus ou cozinhados, todos os tipos carne ou peixe, ovos, sementes, frutas, etc. Não têm as “esquisitices” de sabores ou texturas. Bem, nem tudo eles comem…como em casa se habituaram a não comer pão, massas, bolachas e outros alimentos refinados, começam naturalmente a rejeitar estes alimentos quando estão entregues aos cuidados de terceiros, apesar de terem essa opção.

Acredito que em parte se deveu à atitude que tivemos com as crianças, promovendo uma relação saudável, informada e de respeito para com os alimentos, com uma dose de paciência à mistura.

Compreendo que possa ser uma luta diária de muitos pais e que os leva quase ao ponto de desistirem. Pelo o cansaço e desespero, sem o quererem, acabam por permitir que os seus filhos tenham uma alimentação muito pouco variada, monótona e talvez com carências nutricionais. Isto ir-se-á tornar no seu padrão alimentar e poderão estar na base das escolhas que eles irão fazer quando forem autónomos. E isto claro, com maior ou menor impacto sobre a sua saúde no médio e longo prazo.

Por esse motivo partilho com todos os pais e educadores 21 dicas que usei ou aprendi de outros pais. Espero que possam ajudar neste processo e contribuir para que os vossos filhos possam alargar o repertório de alimentos e talvez até descobrirem um novo tipo de relação com a comida, em especial com alimentos saudáveis.

Aqui ficam as 21 sugestões:

1 – Deixe-os fazer parte do processo – Envolva os seus filhos em tarefas simples como misturar ou medir os ingredientes. Isto dá-lhes uma sensação de auto realização sobre algo que acham apenas restrito ao mundo dos adultos. Eles aprendem que têm o poder de criar algo, ao mesmo tempo que tomam contacto com alimentos saudáveis. Deixe-os explorar os alimentos com a mãos. Não se zangue se partir um ovo na bancada ou entornar um frasco de sementes. Nós fazemos o mesmo às vezes.

2 – Leve os seu filhos aos mercados e quintas biológicas – Leve-os a conhecer os processos por que passam os alimentos até chegarem ao prato. Programe uma visita a uma quinta biológica ou a um mercado tradicional. As crianças são tão curiosas que vão adorar estas visitas. Explique-lhes o papel dos agricultores e das pessoas que trabalham para podermos ter acesso a alimentos saudáveis. Aproveite ainda para explicar que os alimentos produzidos em fábricas, afastados da natureza, não são os melhores para nós. Hoje em dia estamos tão afastados da fonte dos alimentos que as crianças não chegam a criar uma relação consciente com os alimentos saudáveis.

3 – Dê-lhes algumas opções de escolha – Ao dar-lhes a hipótese de escolher entre duas ou três ideias para uma refeição está-lhe a dar alguma sensação de independência e responsabilidade, aceitando melhor depois as suas escolhas. Não se esqueça de os convidar a colaborar na confecção ou preparação.

4 – Decida o que está na cozinha – Somos nós, os pais, que compramos os alimentos que vamos ter na dispensa ou no frigorífico. Se começar a haver em casa cada vez mais alimentos saudáveis, as crianças vão se apercebendo que a única comida que podem pedir é aquela que existe disponível.

5 – Explique os benefícios dos alimentos em termos que eles entendam – De acordo com o entendimento possível par cada idade, explique-lhes como o que cada alimento pode fazer por eles. Como as nozes ajudar o cérebro a crescer, como as cenouras tornam os olhos bonitos e os brócolos ajudam os ossos a ficar fortes. De igual forma explique-lhe que os maus alimentos podem fazer o inverso.

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