Quase metade dos jovens conhece vítimas de ciberbullying

Cerca de 45% dos jovens inquiridos num estudo sobre direitos digitais dizem ter amigos que já foram vítimas de ‘ciberbullying’, mas só 14,3% assumem já terem sido alvo desta forma de violência.
créditos: AFP / Mychele DANIAU

O projeto “Direitos digitais: Uma password para o futuro”, promovido pela Deco e pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), assenta na aplicação de um questionário a jovens do ensino básico, secundário e profissional de escolas de 18 capitais de distrito de Portugal continental.

O estudo visou identificar “conjuntos de práticas e de consumos mediáticos e digitais, perceber atitudes face aos novos media e identificar situações de risco e vulnerabilidades no mundo digital”.

Dos resultados preliminares do estudo, que envolvem 1.012 alunos de 12 distritos do país, a coordenadora do projeto, Paula Lopes, da UAL, destacou “a quantidade de jovens” que diz ter conhecimento de situações de humilhação e chantagem na internet.

“A mesma percentagem diz ter conhecimento de roubos de perfis nas redes sociais, o que também nos parece um dado surpreendente”, disse à agência Lusa a investigadora.

Segundo o estudo, 45% dos jovens inquiridos afirmam ter conhecimento de humilhações, ameaças, chantagem ou difamação ('ciberbullying') a um ou mais dos seus amigos e dizem saber do roubo de perfis nas redes sociais.

Poucos assumem ser vítimas

No entanto, a percentagem dos que se assumem vítimas é muito menor, seja em relação ao ciberbullying (14,3%) ou ao roubo da sua identidade digital (11%).

“Os riscos e vulnerabilidades mais vezes (auto) declarados nesta investigação são o convite para conversar em privado em redes sociais ou chats (26,4%), a exposição, sem querer, a imagens ou conteúdos eróticos ou pornográficos (25,7%) e o encontro pessoal com alguém que se conheceu na internet (25,5%)”, refere o estudo.

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