Portugal tem um professor para cada 10 alunos, mas turmas nem sempre são pequenas

Em Portugal, o tempo de aula aumentou cerca de 20% entre 2000 e 2012

Em Portugal existe um professor a tempo inteiro para cerca de dez alunos, segundo o relatório anual da OCDE “Education at a Glance 2014”, que sublinha que este rácio nem sempre é sinónimo de turmas pequenas.

 

De acordo com o relatório sobre educação hoje divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os alunos portugueses têm mais professores a tempo inteiro do que a média dos 34 países da OCDE avaliados.

 

Desde o 1.º ano até ao liceu, as escolas portuguesas surgem sempre com um rácio de um docente para um grupo que ronda os dez estudantes.

 

Já a média da OCDE aponta para que nas escolas do 1.º e 2.º ciclo exista um professor para cada grupo de 16 alunos e, no ensino secundário, haja um docente para cada 13 estudantes.

 

No entanto, este rácio médio varia consoante os países em análise: no México, por exemplo, há um professor a tempo inteiro para 30 alunos; já a Austrália, Bélgica, Indonésia e Portugal, têm “menos de dez alunos”, lê-se no estudo.

 

No entanto, estes números nem sempre são sinónimo de turmas mais pequenas, segundo os responsáveis pelo relatório, que explicam que para formar uma turma é preciso ter em conta variáveis como o número de horas semanais de trabalho de um professor, quanto tempo tem de estar a ensinar e o número de horas que os alunos têm aulas.

 

O relatório da OCDE dá um caso concreto: tanto nos Estados Unidos como em Israel há um rácio de 15 alunos por professor, mas, depois, nas salas de aula norte-americanas sentam-se 21 estudantes, enquanto das de Israel são 27.

 

Ter poucos alunos por professor é uma das medidas escolhidas por alguns dos países que mais apostam em educação: “Por exemplo, entre os dez países que mais investem por aluno no 2.º e 3.º ciclo, a Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Suíça e Estados Unidos têm os professores com salários mais elevados, depois de 15 anos de experiência, enquanto a Austrália, Finlândia, Luxemburgo e Noruega têm alguns dos rácios mais baixos entre alunos/professores”, refere o estudo.

 

O relatório recorda, no entanto, um estudo realizado no ano passado sobre o impacto do tamanho das turmas na satisfação profissional dos professores, que concluiu que mais importante do que ter grupos pequenos é não ter grandes problemas comportamentais.

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