Bebés nascidos por cesariana correm maior risco de alergias

Os bebés nascidos por cesariana são mais suscetíveis ao desenvolvimento de alergias até aos dois anos de idade.

Investigadores norte-americanos descobriram que os bebés nascidos por cesariana são cinco vezes mais propensos a desenvolver alergias do que os bebés nascidos naturalmente quando exposto a altos níveis dos alergénios mais comuns em casa, como cães, gatos e ácaros.

 

O estudo foi apresentado no domingo em San Antonio (Califórnia) durante a reunião anual na Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia.

 

«Este resultados reforçam a hipótese de que a exposição a microrganismos durante a primeira infância afeta o desenvolvimento do sistema imunológico e o aparecimento de alergias», afirmou Christine Cole Johnson, presidente do Departamento de Ciências da Saúde do Henry Ford Hospital e autora principal do estudo. «Acreditamos que a exposição de um bebé às bactérias presentes no canal de parto induz o seu sistema imunitário.»

 


Padrão de risco

 

Christina Johnson explicou que os bebés nascidos por cesariana apresentam um padrão «de risco» relativamente aos microrganismos presentes no sistema gastrointestinal, que pode torná-los mais suscetíveis ao desenvolvimento do anticorpo imunoglobulina E, ou IgE, quando expostos a alergénios. A IgE está associada ao desenvolvimento de alergias e de asma.

 

Para o estudo agora apresentado, os investigadores do Hospital Henry Ford procuraram avaliar o papel da exposição precoce a alergénios e como tal exposição afeta a associação entre o parto por cesariana e o desenvolvimento de IgE.

 

Os investigadores registaram 1258 bebés nascidos entre 2003 e 2007 e avaliou-os em quatro intervalos de idade – um mês, seis meses, um ano e dois anos. Os dados foram recolhidos a partir do cordão umbilical e fezes, amostras de sangue da mãe e do pai, do leite materno e do pó da casa de cada bebé, bem como da história familiar de alergias ou asma, das variáveis da gravidez, dos animais domésticos, da exposição ao fumo do tabaco, das doenças do bebé e da medicação usada.

 

 

Maria João Pratt

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