Quanto custa ter um bebé?

Estratégias para gerir o orçamento familiar após o nascimento do bebé.

Depois de o bebé nascer, chegar ao final do mês com o saldo da conta positivo pode tornar-se um verdadeiro desafio. É essencial que os pais façam uma previsão dos gastos que passarão a ter mensalmente para melhor gerirem o orçamento disponível.

Ter um filho não é barato. Esta é a má notícia. A boa é que ao adquirir consciência dos gastos regulares que um bebé implica, os pais podem preparar-se para enfrentar esta nova fase da gestão do orçamento familiar e até conseguir que os custos não sejam assim tão elevados.

Calcular «quanto custa» um bebé não é uma ciência exata. O primeiro passo é identificar quais as novas despesas que terão regularmente após a sua chegada e que, na grande maioria dos casos, passarão por: alimentação, fraldas, saúde, higiene, roupa, creche e brinquedos.

Em relação aos valores, é importante ter noção de que podem variar muito, em função dos mais diversos fatores. Se, por exemplo, tiverem um familiar que fique em casa com a criança, em vez de a inscreverem numa creche, a poupança será considerável. A decisão (quando viável) de amamentar durante o máximo de tempo possível ou a opção pelo serviço de saúde público podem também fazer toda a diferença no somatório ao final de cada mês.

Outros gastos
Quanto ao resto dos gastos, dependem muito da escolha das marcas e das quantidades a adquirir. Uma embalagem de 500 ml de leite hidratante para o corpo pode custar pouco mais de € 4 se optarem por uma marca branca de supermercado, mas também pode ultrapassar os €30 caso seja necessário comprar linhas específicas de tratamento. Na roupa ou nos brinquedos, há alternativas para todas as bolsas. Desde outlets e lojas de produtos em segunda mão com artigos a €0,50, até às marcas de valores mais elevados. No caso específico dos brinquedos, os pais devem ter especial cuidado com as normas de segurança.

Se em relação às fraldas é fácil fixar um número aproximado da quantidade que o bebé terá de usar (cerca de sete por dia), o mesmo não acontece com a roupa, os brinquedos ou os medicamentos. Nestes casos, a quantidade irá variar segundo gostos, possibilidades e necessidades. Caso o bebé vá para a creche, a probabilidade de as despesas com saúde virem a aumentar cresce também, pois o contacto com as outras crianças deixa-o mais exposto a potenciais doenças contagiosas.

Tudo somado, no final do mês, pode significar uma percentagem considerável do total dos gastos familiares. Daí a importância de fazer uma previsão dos novos custos que passarão a ter regularmente e pensar, caso necessário, em estratégias para minimizar o impacto dos mesmos no orçamento familiar. Mas sempre sem esquecer outra boa notícia: por maiores que sejam os gastos, aquilo que ganharão com o nascimento de um filho terá um valor muito superior.

Texto: Clara Raimundo
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