Gravidez com barriga pequena: é normal ou não?

A medição seriada da altura uterina, com a grávida deitada, medida desde a sínfise púbica até ao fundo do útero, apesar de sujeita a erros, pode dar-nos informações sobre o crescimento fetal. A opinião de Eduardo Rosa, médico especialista em Ginecologia-Obstetrícia.

Gravidez com barriga pequena: é normal ou não?

O tamanho da barriga da grávida depende de múltiplos fatores não sendo possível fazer comparações entre casos.

A idade gestacional, a paridade, o peso anterior e o ganho de peso atual, o formato da bacia, a posição e o tamanho do feto, o tónus muscular e a quantidade de liquido amniótico são alguns fatores que condicionam o tamanho e formato do abdómen da grávida.

De qualquer modo, a preocupação da mulher grávida com a barriga pequena tem a ver com a possibilidade de o crescimento fetal estar comprometido por uma situação chamada de restrição do crescimento intra-uterino, ou seja, um crescimento inferior ao que se esperava.

Porém, isto pode ser normal pela própria genética do feto ou então por alterações da placentação, que não atinge o seu potencial de crescimento. Nem sempre é fácil distinguir estes dois grupos que têm prognósticos muito diferentes e necessidade de cuidados pré-natais específicos.

A ecografia através da medição da cabeça, do abdómen e do osso da coxa é o único exame que nos informa sobre o peso estimado do feto, a partir de fórmulas matemáticas que nem sempre estão aferidas para a nossa população, podendo levar a erros de diagnóstico.

Mais estudos a decorrer

De qualquer modo, estão a decorrer estudos para avaliar se os fetos crescem exatamente o mesmo em qualquer lugar do mundo e qual é a real influência da raça, peso e altura dos progenitores no peso do filho.

As avaliações subjetivas das dimensões das barrigas das grávidas geram por vezes ansiedade, em particular se a ecografia obstétrica revelou um percentil que não o 50, considerado o normal, o que não é verdade.

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