O que as crianças pensam dos adultos

Será que os compreendem ou, muito pelo contrário, não percebem muitos dos comportamentos dos mais crescidos. Surpreenda-se com as respostas dos mais pequenos.

Espontaneidade, inocência ou perspicácia são algumas das características que deixam transparecer as suas palavras. Em 1989, a Convenção Sobre os Direitos da Criança, adotada pelas Nações Unidas, consagrou às crianças o direito de se exprimirem livremente e aos adultos o dever de as escutar sempre. Seis crianças revelam o que gostam mais (e menos) nos crescidos e o que fariam se fossem elas a mandar lá em casa.

Têm uma visão muito própria do mundo e o que para nós são meros pormenores assumem aos seus olhos outra dimensão. Referimo-nos, claro está, às crianças. Já passaram mais de vinte anos mas será que sabemos o que elas pensam sobre os vários temas que lhes dizem respeito? Quais são, na realidade, as suas esperanças, ambições ou receios? Para que não restem dúvidas resolvemos passar a palavra aos mais novos.

Sem papas na língua, seis crianças, com idades compreendidas entre os sete e os onze anos, disseram de sua justiça, num artigo publicado na edição impressa da revista Saber Viver, tudo o que pensam sobre os crescidos e a forma como são educadas. Algumas declarações podem fazer-nos corar, outras deixam-nos completamente rendidos ao imaginário infantil, sempre tão fértil e imaginativo!

A vida complicada que os mais crescidos têm

Na opinião dos nossos entrevistados, ser crescido dá muito trabalho. «Quando os adultos se casam, precisam de construir e mobilar a casa para onde vão viver», afirma Daniel. Mas o trabalho não acaba por aqui. Depois do lar estar pronto, os pais vão continuar a ter muito que fazer. «Têm de trabalhar, comprar comida, tratar do cão, tratar do bebé, fazer obras... É uma vida complicada», comenta António.

Nuno Henrique é o mais novinho do grupo, mas já compreende que os pais não podem passar o dia inteiro a brincar com os filhos. «Eles têm outras coisas para fazer. Têm de lavar a loiça, limpar os vidros, varrer a casa, limpar o chão e ir para a escola trabalhar», refere. «Às vezes até trabalham de noite e dormem de dia para ganharem dinheiro e poderem comprar roupa e comida para os filhos», acrescenta Daniel.

Por isso, os mais novos devem colaborar, defende António. «Temos de ajudar a limpar o pó e a trazer as compras para casa», opina. As suas funções não se ficam, contudo, por aqui. Tanto o pai como a mãe o obrigam «a arrumar o quarto, a fazer a cama, a estudar e a fazer desenhos», acrescenta ainda o petiz entrevistado pela publicação feminina.

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