Explicar a crise às crianças

Estratégias determinantes para aplicar no presente e mudar, para melhor, o futuro dos seus filhos

No filme «A vida é bela», um pai protege o filho das atrocidades da guerra levando-o a crer que tudo não passou de um jogo.

 

Nas devidas proporções, todos os pais gostariam de ser heróis como a personagem de Roberto Benigni e proteger os filhos do impacto negativo da crise económica.

 

Apesar de parecer difícil, há lições muito importantes a aprender em momentos de austeridade.

 

O argumento certo

 

Argumentar não pode ser difícil, em especial quando as crianças recorrem à birra para obter o que pretendem. Para a psicóloga infantil Alcina Rosa, «a atitude correta passa, precisamente, pela nossa capacidade de frustrar os pedidos dos mais pequenos». E, atenção, explicar demasiado é um erro. «Quando o adulto justifica muito é porque não quer dizer que não. E a criança aproveita para pedir mais. Deve utilizar um argumento que seja aceite e que a leve a desistir», explica.

 

Evitar alarmismos

 

Na opinião da psicóloga, os pais devem conversar com os filhos sobre a crise «de uma maneira realista, verdadeira e sem grandes alarmismos. Dizer-lhes o que se passa e não fazer disso um aspeto muito negativo. Apelar a uma forma de lidar com a situação que seja saudável». A tendência para o consumo infantil pode ser resultado de erros do passado. «As crianças pedem muita coisa porque nós damos muito. Se, em tempos de crise, dermos menos, as crianças também pedem menos», refere.

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