Crianças correm mais riscos de intoxicação alimentar no verão

Tenha em atenção alguns cuidados básicos

A intoxicação alimentar é uma reação a um alimento, refeição ou água contaminados por uma bactéria. Nos meses de verão, com o as temperatura mais altas, os alimentos tendem a estragar-se com mais facilidade e o risco de intoxicação alimentar aumenta, sobretudo em crianças.

 

«A seleção dos alimentos, a higienização, a preparação e o acondicionamento são fundamentais para prevenir intoxicações alimentares», explica Pilar de Quinhones Levy, pediatra do Hospitalcuf Infante Santo, em Lisboa.

 

As crianças, devido ao ritmo de vida e à frequência com que, nas férias, se alimentam fora de casa, estão mais sujeitas a intoxicações alimentares e devem ser os pais a garantir que as refeições estão livres de perigo e a redobrar os cuidados.

 

Alimentos que sejam armazenados no frio, mesmo que transportados em malas térmicas, exigem mais cautela. «Ovos, iogurtes, leite, refeições que contenham marisco ou alimentos crus devem ser evitados ou consumidos de imediato. Para a praia, o ideal é levar alimentos como pão, bolachas, fruta (de preferência ainda com casca), e alimentos secos, que devem ficar sempre protegidos do sol», alerta a pediatra Laura Sousa de Macedo.

 

«Com o calor, o risco de desidratação também aumenta. A ingestão de líquidos é, por isso, fundamental, principalmente água. Sumos de fruta naturais são um bom complemento, porque são ricos em vitaminas e minerais, mas não devem funcionar como substitutos da água. Os refrigerantes com gás devem ser evitados», acrescenta.

 

Dor abdominal, cólicas, vómitos e diarreia são os sintomas mais comuns de intoxicação alimentar. Em alguns casos de intoxicação alimentar pode também ocorrer febre.

 

«Durante os períodos febris, os pais devem oferecer ainda mais líquidos às crianças. Os casos menos graves de intoxicação alimentar melhoram dentro de um ou dois dias, mantendo uma alimentação saudável, uma dieta ligeira e fracionada, água, para evitar a desidratação, evitando fritos e comidas com gorduras. Se os sintomas persistiram por mais de 48 horas, ou principalmente no primeiro ano de vida, a criança ficar prostrada, com língua seca ou olhos encovados, deve ser observada por médico», aconselha Pilar de Quinhones Levy.

 

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