As crianças e a tecnologia

Ajude o seu filho a utilizá-la sem correr riscos

Dantes, eram os peões, as caricas e os berlindes. Depois, surgiram os primeiros carros telecomandados e as pistas de automóveis, também eles suplantados pelos computadores, pela internet e pelos jogos eletrónicos.

 

Esta mudança geracional exige cuidados e regras às quais os pais devem estar atentos.

 

Muitos, infelizmente, como demonstram estudos recentes, não o estão! «Não nos podemos espantar com o facto de as crianças estarem agarradas ao computador quando os pais estão sempre a ver televisão», constata a pediatra Helena Fonseca. Estas são algumas precauções que deve com os vários equipamentos eletrónicos com que os seus filhos lidam:


Leitor de Mp3

 

Se os seus filhos aderiram à moda de ouvir música a toda a hora e em todo o lado aplique a regra dos 60 por cento durante 60 minutos, sugerida pela American Academy of Audiology, ou seja o uso de auriculares não mais do que uma hora por dia e em níveis abaixo dos 60 por cento do volume máximo.

 

Para evitar danos auditivos recomenda-se também substituir os auriculares que se colocam no interior do ouvido, pelos antigos auscultadores, de maiores dimensões e que se mantém fora do ouvido. Outra opção é o uso de auscultadores com um sistema que elimina o barulho exterior, fazendo com que não se tenha de colocar o volume tão elevado. 


Internet

 

De acordo com Maria do Céu Machado, pediatra, o acesso à internet não deve acontecer antes dos 12 anos e sempre com a supervisão dos pais. Cabe-lhe a si estipular regras e limites, especialmente «quando interfere com o período de descanso ou de estudo », adverte Helena Fonseca, pediatra especialista em adolescência. 

 

Tenha também em conta que os dispositivos de bloqueio a sites ou temáticas indesejadas não são totalmente fiáveis, pois muitas vezes limitam informação inofensiva e não detetam a negativa. O seu uso não dispensa que esteja por perto quando o seu filho estiver a navegar.


Telemóvel

 

Nunca deve ser oferecido antes dos 11, 12 anos, aconselha Maria do Céu Machado. «Os pais dizem que é bom os filhos terem telemóvel no caso de precisarem de alguma coisa, mas o que é mesmo necessário é que os pais tenham o seu telemóvel ligado para a escola os contactar se houver algum problema» refere a especialista.

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