Necessidades alimentares nos primeiros tempos de vida

Princípios básicos sobre a alimentação complementar do bebé

É por volta dos seis meses de idade que são introduzidos alimentos semissólidos e de consistência progressivamente crescente na dieta do bebé, altura em que o aleitamento materno exclusivo não chega para suprir as necessidades nutricionais necessárias, nomeadamente em energia, proteínas, ferro, zinco e algumas vitaminas.

 

A alimentação complementar consiste no princípio de que para além do leite materno são oferecidos outros alimentos líquidos ou sólidos; qualquer alimento que contenha nutrientes ou qualquer outro líquido dado a um bebé amamentado define-se como um alimento complementar, defende a Organização Mundial de Saúde.

 

DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ

A natureza humana prepara o organismo para receber alimentos complementares ao leite materno por volta do sexto mês de vida. É nessa altura que o bebé dá um salto no desenvolvimento que diz respeito à maturidade do seu organismo. Os rins e o tubo digestivo começam a funcionar melhor, o bebé aumenta a secreção de saliva. Ao nível motor, a criança controla os movimentos da cabeça, senta-se sozinha, pega na colher e progride gradualmente.

 

Agora que está preparado para receber alimentos semissólidos e sólidos, surge uma nova etapa - o bebé começa a treinar o paladar para sabores e texturas diferentes da do leite da mãe ou da fórmula láctea que recebe.

 

Hoje sabe-se que os sabores doces e salgados são inatos e que quando nascemos nutrimos uma forte preferência para o doce. Todos os outros sabores, como o azedo e o amargo, implicam um trabalho de aprendizagem, sobretudo a partir do quinto mês de vida. Cedo começamos a estimular o apetite para certos alimentos. Por causa da variabilidade do paladar associada ao leite materno, sabe-se que os bebés que são alimentados ao peito têm a vantagem de aceitarem mais facilmente sabores diferentes.

 

A adaptação não é fácil para os pais e os bebés. O pediatra ou o médico de família tem o papel de ajudar na tarefa de identificar quais os alimentos mais indicados nos primeiros anos de vida, assim como a quantidade e a frequência adequadas às suas necessidades.

 

Ana Margarida Marques

 

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