«Já me arrependi muitas vezes de não seguir o meu instinto»

O sorriso contagiante é a sua imagem de marca e a prova daquilo que nos contou. Liliana Campos está de bem com a vida. Feliz e tranquila, como afirma numa entrevista reveladora.

Gosta de ser como é e não tem problemas em assumi-lo. Também gosta do que faz e tem nos passeios que faz na praia outra das suas paixões. A Cabala e o stand up paddle são duas das descobertas recentes de Liliana Campos. Em entrevista à Prevenir, a apresentadora de televisão, um dos rostos do programa «Passadeira Vermelha» da SIC Caras, partilha alguns dos seus rituais para se manter em forma e saudável.

«Não faças planos para a vida porque a vida já tem planos para ti», disse numa entrevista. Por que é bom não fazermos planos?

É bom, sobretudo a longo prazo. É melhor irmos vivendo o dia a dia, aproveitando as coisas boas que nos estão a acontecer, em vez de estarmos a pensar já nas que ainda vão chegar. Aproveitarmos cada momento, até porque, quando menos esperamos, de um momento para o outro, tudo muda.

Diz que cada vez mais confia no seu instinto. Como tem vindo a desenvolver esta capacidade?

Acreditando cada vez mais em mim, naquilo que o meu coração diz. Isso acontece quando, por exemplo, sinto que aquilo que me estão a dizer não é aquilo em que acredito. Cada vez mais, tento seguir o que sinto, porque já me arrependi muitas vezes de não o ter feito. Fazê-lo implica confiar cada vez mais em nós, porque cá dentro existe muita sabedoria. O problema é não saber explorá-la da melhor forma.

O que temos de fazer para sermos capazes de ouvir o nosso instinto?

Tentar não reagir tanto por impulso e dar um pouco mais de tempo à situação. Parar para pensar. Recentemente, fiz um workshop de Cabala em que isso foi explicado muito bem. «É isto que vais fazer? Então não faças. Para! Se a tua reação vai ser esta, para. Faz exatamente o oposto ou então deixa-te estar, não reajas», aconselham. Fazê-lo dá-nos tempo para ponderar. Porque na reação imediata, se se tem razão, pode-se perdê-la pela forma como se reagiu.

A Cabala não é uma religião, mas deriva de uma. É a parte mística do judaísmo, com muitos ensinamentos. Ensina a saber ouvir melhor o nosso coração, a não reagir por impulso, a tomarmos melhor conta de nós para podermos tomar melhor conta dos outros. Muitas vezes, parece um ato de egoísmo, mas é preciso sermos um bocadinho egoístas e pensarmos em nós para podermos estar bem para os outros.

Costuma partilhar no seu Facebook ações desenvolvidas por instituições. Que papel tem a solidariedade na sua vida?

Apesar de ajudar a divulgar ações de algumas instituições, estou mais ligada e conheço melhor o trabalho da Fraternidade Jardim da Luz, na Ajuda, porque sou embaixadora da instituição. Sou voluntária quando posso. Sempre que tenho disponibilidade, vou ajudar. E isso traz-me mais do que aquilo que dou. Cada vez sinto mais isso.

Emocionalmente, sinto-me muito mais rica quando ajudo as pessoas que têm necessidade e, ao ajudá-las, elas também acabam por me ajudar. Quem quer fazer voluntariado tem de ter a perceção de se é capaz ou não de o fazer, porque fazê-lo implica abdicar de nós.

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