Viajar em tempos de crise

Free travel e low cost são as tendências a seguir para as férias deste ano

Não deixe que a crise económica, instalada um pouco por todo o mundo, a impeça
de gozar as suas merecidas férias.

Esqueça os resorts, as viagens com tudo incluído,
os hotéis de luxo e conheça as várias hipóteses que lhe podem proporcionar umas férias
verdadeiramente low cost. A saber viver ajuda-a a planear a sua próxima viagem num ano
em que, mais do que nunca, se fala de free travel:

À boleia

Não pense que lhe estamos a dizer
para ir para a estrada com um cartão
na mão, com o nome do seu
destino. As boleias do século XXI
estão à distância de um clique. Vá
por exemplo ao site www.roadsharing.com, onde poderá encontrar
boleia para quase todo o mundo
ou mesmo propôr o seu carro para
partilhar com outras pessoas.

O site, disponível em inglês, francês,
alemão, espanhol e italiano,
dá-lhe a oportunidade de conhecer
os percursos que poderá fazer
à boleia, de anunciar o seu próprio
trajecto e de estabelecer contacto
com os companheiros de viagem.
Para fazer parte desta comunidade,
só tem de se registar na página
online.

Sabia que, no ano passado, quando o vulcão
Islandês Eyjafjallajokull deixou em
terra inúmeros aviões um pouco
por toda a Europa, muitas pessoas
optaram por viajar com a ajuda do
Roadsharing.

Dormir no sofá

Neste caso, a palavra a fixar
é Couchsurfing, uma rede internacional
que promove a hospitalidade
gratuita a todos os
seus membros, oriundos de 230
países. Para a integrar só tem de
se inscrever no site org" target=_new>www.couchsurfing.org, preencher o
seu perfil e disponibilizar o seu
couch, ou seja, o seu sofá (mas
quem diz sofá, diz também múlticama
ou apenas chão para um
saco-cama) e tempo para mostrar
a sua cidade aos membros
da rede.

As vantagens do couchsurfing
vão muito além das económicas, destacando-se o facto de
estar alojada em casa
de locais dá-lhe a oportunidade
de experimentar in loco os seus
hábitos, de conhecer os seus amigos
e de conhecer sítios que não
aparecem nos guias de viagem.
A partilha cultural é um dos
pilares desta rede. A segurança,
à partida, está garantida, pois os
membros são alvo de certificação
e verificação e, quando não
cumprem as regras, podem ser
excluídos da rede.

Trocar de casa

Lembra-se do filme «O
Amor não tira férias» no qual
Cameron Diaz e Kate Winslest
trocam de casa durante o período
de férias? Isso também está
ao seu alcance. Contrariamente
ao que acontece no couchsurfing
aqui não tem de conviver com
os donos da casa, pois eles estarão
na sua nesse mesmo período.

O wwww.trocacasa.com e intervac-homeexchange.com são alguns dos sites onde pode
encontrar pessoas que estejam
interessadas em trocar de casa. Mais uma vez, terá de preencher
um perfil para integrar a
rede e dar a conhecer as suas
preferências de locais e datas
para as férias. Fique a saber que, em alguns casos, os donos das casas disponibilizam também os automóveis.


Veja na página seguinte: Trabalhar em troca de estadia

Trabalhar em troca de estadia

A organização não governamental
sem fins lucrativos, World Wide Opportunities on
Organic Farms (WWOOF)
faz a ligação entre as pessoas
que, em troca de alojamento e
comida, fazem trabalho voluntário
em quintas de agricultura
biológica ou em pequenas
propriedades.

Através deste
sistema, pode escolher uma
quinta em mais de 90 países
e contactará com a realidade
local. Este tipo de férias é ideal
para quem não gosta de estar
parado, mesmo em viagem. O trabalho que pode fazer vai da agricultura à produção de queijos, mel ou vinho.

Hotéis económicos

Se não quer ficar em casa de
outras pessoas, pode sempre
recorrer a hotéis económicos,
pousadas de juventude ou
hostels. Há várias tipologias de
quarto, desde os quartos múltiplos, passando pelos individuais
e terminando nos familiares,
com ou sem casa de banho
privada. Os sites a visitar são www.easyhotel.com, com" target=_new>www.hihostels.
com
ou com" target=_new>www.hostels.com. A maioria destes alojamentos caracteriza-se por ter os serviços mínimos, mas noutros o pequeno-almoço está incluído.

Voos low cost

Portugal continua a ser um
país um pouco periférico no
que aos voos low cost diz respeito,
mas dos três aeroportos
nacionais já se pode viajar em
companhias de baixo custo até
Inglaterra, Escócia, Irlanda,
Irlanda do Norte, Itália,
Bélgica, Holanda, Espanha,
França, Roménia, Suíça,
Suécia, Áustria, Dinamarca,
Noruega, País de Gales,
República Checa e Polónia.

No site www.edreams.pt pode
encontrar os horários e o preçário
dos voos. Lembre-se que,
quanto maior é a procura, mais
caros se tornam os bilhetes.
Para poupar ainda mais, o ideal
é levar apenas bagagem de
mão, pois muitas destas companhias
cobram pela bagagem
de porão. Com o crescimento das low cost, as restantes companhias aéreas viram-se obrigadas a fazer promoções. Esteja atenta aos respectivos sites destas.

Como poupar ainda mais

Regras úteis para não gastar muito enquanto viaja:

- Compre um voo de ida e volta. Estes são os mais baratos,
embora também tenha a
opção open jaw que lhe
permite visitar uma região
sem ter de regressar ao ponto
de partida, mas só é possível
em voos da mesma companhia
aérea.


- Viaje de noite. Se o fizer não precisa de
pensar no alojamento,
pois dormirá no autocarro,
comboio ou avião. Mas fazê-lo todas as noites é muito
cansativo.


- Sem pequeno-almoço. Em alguns hotéis, pode
conseguir bons descontos
se frisar que não deseja

pequeno-almoço. Isto é
válido, sobretudo, para as
pessoas que comem pouco de
manhã.


- Cozinhe. Fique em alojamentos que lhe
permitam cozinhar as suas
refeições. Quando comer fora,
as opções mais baratas são as
tascas, as bancas de mercado
e os carrinhos ambulantes.


- Viaje fora da
temporada alta.
É nessa altura que os preços
são mais elevados.


- Informe-se. Saiba qual é o custo de vida
do país para onde vai antes de
marcar a viagem.


- Compre um guia. Escolha publicações como o
Lonely Planet ou Frommer's,
que apresentam sempre
soluções económicas.


- Verifique se tem descontos. Em muitas cidades, existem
monumentos e museus que
pode visitar sem pagar bilhete,
mas algumas dessas borlas
têm horas e dias específicos.
Informe-se nos sites e nos
postos de turismo.

Texto: Rita Caetano

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