Síndrome da classe turística

Saiba o que fazer para minimizar os impactos dos voos de longa duração

Em lazer ou em trabalho, viaja-se cada vez mais. Se as preocupações dos amantes de destinos longínquos se limitassem ao desconforto causado pelas descolagens e aterragens, tudo era mais fácil.

Infelizmente, não basta mascar pastilha elástica para acabar com o incómodo destas viagens que, por vezes, parecem não ter fim. Na realidade, estar imóvel durante muitas horas no lugar apertado de um avião pode levar à formação de trombos nos membros inferiores e, até, originar uma embolia pulmonar fatal.

Entre a classe médica, este tipo de trombose é conhecido como síndrome da classe turística. Saiba o que fazer para a evitar e ter uma viagem agradável.

O que é?

A síndrome da classe turística é causada por um deficiente retorno venoso (o sangue fica estagnado nas pernas) e caracteriza-se pela formação de coágulos no sangue que se manifestam, com elevada incidência, em passageiros de avião que têm de permanecer muito tempo imóveis em assentos desconfortáveis.

Quais as causas?

Durante os voos de longa duração, vários são os fatores responsáveis pela estagnação venosa nos membros inferiores com a possível formação de trombos:

- As veias na região dos gémeos (barriga da perna) e do escavado popliteu (curva do joelho) sofrem uma acentuada compressão.

- O retorno venoso (regresso do sangue das regiões periféricas para o
coração) diminui por causa da menor pressão atmosférica dentro dos
aviões.

- A reduzida humidade do ar aumenta o grau de desidratação do
organismo, contribuindo para o aparecimento de fenómenos
trombo-embólicos.

- O espaço existente entre as filas dos lugares dos aviões é muito
pequeno, confinando e apertando os passageiros no seu lugar e diminuindo
a sua mobilidade.

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