Fundação de Serralves expõe obras da Bienal de São Paulo

É um dos agentes culturais mais dinâmicos do país e, na reta final de 2015, será a primeira instituição fora do Brasil a acolher uma importante mostra de arte contemporânea

A Fundação de Serralves, que em 2014 celebrou os 25 anos da instituição e os 15 anos do museu de arte contemporânea que alberga, vai voltar a receber uma exposição estrangeira. «Serralves será a primeira instituição a acolher fora do Brasil, entre 1 de outubro e 31 de dezembro [de 2015], uma mostra de arte contemporânea da Bienal de São Paulo», revela Odete Patrício, diretora-geral da fundação. Intitulada «Como (…) coisas que não existem», é «uma invocação poética do potencial da arte e de sua capacidade de agir e intervir em locais e comunidades onde ela se manifesta», descrevem os promotores da 31ª bienal da cidade brasileira.

A nova exposição insere-se numa estratégia de divulgação de outras realidades artísaticas. «Em 2015, a fundação pretende reforçar a sua internacionalização com o acolhimento em instituições reconhecidas de exposições produzidas pelo Museu de Serralves», assume Odete Patrício. Até ao início de junho, o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, acolheu uma exposição da artista iraniana Monir Shahroudy Farmanfarmaian, «Possibilidade Infinita, Obras em Espelho e Desenhos 1974-2014», que esteve patente ao público primeiramente entre outubro de 2014 e janeiro de 2015.

Este ano, também, o Museu de Arte Contemporânea de Bordéus, em França, recebeu a exposição «Que sais-je? Edições de Artista da Coleção da Fundação de Serralves». «Para além do inequívoco papel como promotor das artes e cultura na cidade, na região norte e no país desempenha igualmente um papel relevante como agente económico», sublinha a responsável.

Um estudo promovido por Serralves e elaborado pela Oporto Business School da Universidade do Porto mostra que, tendo como referência o ano de 2010, a atividade do complexo artístico-cultural de Serralves gerou um impacto global sobre o PIB de cerca de 40,56 milhões de euros. De acordo com o documento, foram criados 1.296 postos de trabalho a tempo inteiro, o que gerou cerca de 20,7 milhões de euros em remunerações e cerca de 10,8 milhões de euros de receitas fiscais.

Texto: Rita Vaz da Silva com Luis Batista Gonçalves (edição internet)

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