Tire partido de uma pequena máquina compacta

As máquinas compactas são bastante económicas, fáceis de usar e já possuem boa qualidade de imagem. Mas, claro, têm as suas limitações. No entanto, é possível fazer melhores fotos se não deixarmos a máquina tomar todas as decisões por nós.

Antes de pensar em trocar de máquina ou culpá-la por fotos menos boas, poderá implementar alguns procedimentos que lhe vão permitir tirar melhor partido dela.

Praticamente todas as máquinas possuem o chamado zoom digital que estende o alcance do zoom óptico, e que não é nada mais do que um reenquadramento digital da foto feito pelo software da máquina. No entanto, quando a máquina funciona no zoom digital a perda de qualidade é enorme. Deverá desligar esta função no menu de modo a que a câmara utilize apenas o seu zoom óptico. Caso necessite de uma imagem mais ampliada poderá fazê-lo posteriormente em qualquer programa de edição de fotos, que o realizará com menos perda de qualidade e o resultado será melhor do que se tivesse usado o zoom digital.

Sempre que possível evite o uso do flash em situações com pouca luz, para evitar a típica foto em que o fundo está negro. O melhor investimento que se pode fazer é a aquisição de um pequeno tripé de bolso (custa cerca de 10€) que lhe vai permitir colocar a máquina fixa em cima de uma superfície como uma mesa ou um capot de um carro. Terá que desligar o flash automático no menu da máquina de modo a que este não dispare.

Use o flash da máquina em exterior quando o sol está muito alto, de modo a minimizar as sombras pronunciadas nos olhos (vulgo “olhos encovados”). Neste caso terá que activar a função “forçar Flash” no menu da sua máquina.

Evite o uso de sensibilidades ISO elevadas. Nas máquinas compactas económicas a qualidade de imagem com sensibilidades elevadas é bastante fraca (sobretudo a partir de 400 ou 800 ISO). As fotos ficam sem contraste e definição aceitáveis e o ruído (vulgo “grão”), especialmente nas partes menos iluminadas da imagem, é enorme. Mais uma vez, deverá ir ao menu e desactivar a sensibilidade automática ou, mantendo esta função, mas limitando a sensibilidade máxima a utilizar. Também aqui, a ajuda preciosa de um pequeno tripé fará a diferença para evitar as fotos “tremidas”, uma vez que com sensibilidades mais baixas a velocidade de disparo é reduzida e qualquer pequeno movimento com a máquina fará com que a foto fique “tremida”. Com a máquina estabilizada no tripé esta questão é minimizada; mas se ainda assim a foto ficar tremida, use a função temporizador de modo a que máquina faça o disparo sozinha evitando a vibração causada quando se carrega com o dedo para disparar.

Por último, o conselho óbvio: leia sempre o manual quando adquire uma máquina fotográfica nova de modo a familiarizar-se com o menu do equipamento e aceder rápida e facilmente às funções que mais utiliza. Andar a navegar “às cegas” pelo menu em busca de uma função pode ser frustrante e levá-lo a desistir de implementar estas pequenas dicas acabando por nunca melhorar os resultados das suas fotos.

João Cupertino
Fotógrafo www.jcupertino.com

www.cinco-estrelas.pt

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