"Para ver as estrelas no céu, precisa tirar o dedo da frente…"

É compreensível que, espremidos entre os apelos ao consumo e os esforços de contenção financeira, acabemos esgotados nesta época que se queria festiva, o que nos torna mais resistentes aos discursos habituais de Natal.

Por isso, prefiro olhar as estrelas no céu e, para isso, preciso recolher o dedo que faz as compras e se perde em múltiplas tarefas tentando cumprir as exigências externas desta quadra.

Olhando as estrelas, ainda que metaforicamente, já a meteorologia não tem estado favorável à contemplação dos céus, lembrei dos Reis Magos que de acordo com a lenda seguiram a Estrela de Belém para render homenagem ao novo “Rei” e surgiu a ponta do que iria conduzir-me nesta crónica.

Se bem que, em português, falemos de Reis, o que pode levar-nos a pensar em títulos que hoje em dia só aparecem em notícias da imprensa cor-de-rosa, trata-se aqui de reis de outra espécie. Nessa época, em que as ciências ainda não tinham atingido o grau de especialização dos nossos tempos, a sabedoria dava as mãos ao conhecimento, portanto estes eram reis e senhores sim, mas do conhecimento. Astrónomos e astrólogos, simbolizam nesta celebração a presença da Sabedoria e do Conhecimento que presta homenagem ao Divino em nós.

Não podia deixar de referir as oferendas destes Magos ao menino Deus, como símbolo do que cada um de nós pode oferecer e receber neste Natal.

E, se duvidam que recebemos em igual medida do que oferecemos é porque têm andado muito distraíd@s...mas, isso são outras conversas que, por agora, vamos deixar de lado.

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