Manual para ver televisão

Ultimamente o mundo parece mais louco do que nunca. Ou são ataques terroristas dia sim dia não, ou é a impotência de conseguir ajudar tantos refugiados ou é a nossa destruição da mãe natureza ou é a mãe natureza a destruir o que tanto prezamos...

Ultimamente o mundo parece mais louco do que nunca. Ou são ataques terroristas dia sim dia não, ou é a impotência de conseguir ajudar tantos refugiados ou é a nossa destruição da mãe natureza ou é a mãe natureza a destruir o que tanto prezamos, ou são líderes sem o espírito humanitário e valores ideais para as funções que representam, ou é a fome em África ou é a guerra em tantos países ou são tantas outras coisas que facilmente nos desanimam quando vemos o estado da humanidade.

Admito que não é fácil abrir a televisão e ser testemunha da desgraça alheia, mas acredito que todos partilhamos de uma envergonhada gratidão por tais desgraças não baterem com a mesma violência à nossa porta. Nada podemos perante os actos da mãe natureza. Quanto aos outros acredito que os actos de violência ficam com quem os pratica e a lei do karma é implacável.

A pior consequência de nos expormos a realidades que não nos atingem directamente, é sem dúvida o medo que cada notícia activa em cada um de nós. E o papel do medo é exactamente esse, prender-nos na sua energia bloqueadora, desconectando-nos momentaneamente da visão cósmica e da energia do amor, que apenas nos condiciona a movimentos que nos levam a fechar, proteger, fazer muros, isolar, defender, temer, reagir como se fosse possível controlar alguma coisa e evitar a Vida, seja ela em que forma for.

O medo apenas alimenta mais medo. O medo está no pólo oposto do amor, das leis universais, da justiça divina, e nada sabe sobre a eternidade do espírito. Por estar no polo oposto, o medo não sabe ser luz, amar, abrir, confiar, cooperar, incluir, unir.

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