Felicidade Atingível

por Carlos Amaral

Lembro aqui incessantemente com muita afeição e carinho, um grande e excelso professor de teologia que guardo para sempre na memória, e que disse um dia: “amar significa aceitar”. Efectivamente, ante esta fantástica e iluminada frase pode-se chegar à conclusão que, para nos amarmos a nós mesmos, é necessário aceitar a ideia de que não somos irrepreensíveis, e que, perante todas as deficiências em nós arrogadas, temos de ter coragem e muita robustez para descobrir como melhorar ou superar todos os nossos equívocos, aprendendo, sem excepção, com eles.

Como é óbvio, todos os seres humanos têm a sua própria definição de “felicidade”. Por exemplo, a felicidade para um escritor significará editar o maior número de livros e que eles possam ser realmente “best-sellers”; para um futebolista, poderá significar ganhar a “bota de ouro”; para um médico ou investigador científico, o eventual atingir do “prémio Nobel”; para um cantor, a conquista da fama e do sucesso; para um mendigo, a felicidade apetecida significará ter um abrigo e um prato de sopa todos os dias; para um empresário, não só o sucesso das empresas de que é proprietário e administrador, mas também, avultadas somas de dinheiro para aumentar o seu poder económico, político e social. Enfim, em cada vida e em cada experiência individual, existem diversas formas de “sentir” e “entender” a felicidade, tal como bem aplicá-la de acordo com a multiplicidade dos padrões de cada homem ou mulher.


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