Um em cada dez automobilistas de Lisboa usa telemóvel ao volante

Os resultados deste estudo estão em linha com os obtidos recentemente em França.

Um em cada dez automobilistas no concelho de Lisboa utiliza o telemóvel durante a condução, com 7,7% a utilizá-lo em movimento e 13,7% a utilizá-lo quando param num semáforo, segundo um estudo da Prevenção Rodoviária Portuguesa divulgado esta quarta-feira.

"De salientar que os condutores que se deslocam sozinhos no automóvel (mais de 2/3 do total) apresentam taxas de utilização cinco vezes maiores do que os que se deslocam acompanhados, quando em andamento, e quase quatro vezes maiores quando parados nos semáforos", apurou o estudo, que incidiu na "observação de 5638 veículos ligeiros no concelho de Lisboa: 3378 veículos em movimento e 2260 veículos parados no trânsito".

O estudo da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), realizado entre os dias 27 de março e 20 de abril deste ano, em três períodos horários (09h00-11h00, 12h00-14h00 e 16h00-18h00), em cinco zonas da cidade de Lisboa, concluiu ainda que as elevadas taxas de utilização do telemóvel durante a condução se verificam "no grupo etário de condutores mais jovens, sobretudo a consultar o telemóvel (situação mais grave) e a falar com o telemóvel na mão".

"Como era expectável, os condutores mais velhos (maiores de 60 anos) são os que menos utilizam o telemóvel em todas as situações", indicou a associação PRP, avançando que são os condutores do sexo feminino que utilizam o telemóvel com mais frequência enquanto conduzem, quer com o telemóvel na mão, quer com recurso ao sistema mãos-livres.

Quase 8% dos condutores ao telemóvel

De uma forma geral, os resultados do estudo mostram que "7,7% dos condutores de veículos observados em movimento estavam a utilizar o telemóvel: 3,3% a falar em alta voz/a usar auriculares, 2,7% a consultar o telemóvel (a ler/escrever mensagens/e-mails, consultar a Internet/redes sociais) e 1,8% a falar ao telemóvel na mão".

Já no caso de condutores de veículos parados no trânsito, conclui-se que 13,7% estavam distraídos com o telemóvel, destacando-se os que estavam a consultar o aparelho - 7,3%, uma percentagem quase três vezes superior à observada nos veículos em movimento.

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