Portuguesas são as menos informadas sobre período fértil

Estudo analisa fertilidade e gravidez através de inquérito a mulheres europeias

A Clearblue promoveu um inquérito junto das populações femininas de sete países Europeus – Alemanha, Escandinávia, Espanha, França, Itália, Holanda e Reino Unido, num total de 7353 mulheres.

À semelhança do estudo realizado em Portugal em finais de 2010, este estudo teve por objectivo apurar e comparar o grau de conhecimento das mulheres acerca da sua fertilidade e ciclo menstrual, bem como sobre os seus sentimentos/atitudes se ou quando descobrissem que estavam grávidas. Os resultados destacam as semelhanças e as diferenças entre as diversas “personalidades colectivas”.

Lembra-se da data exacta em que teve o seu último período menstrual?

Neste âmbito, constatou-se que são as mulheres italianas as que mais se recordam da data exacta do seu último ciclo menstrual (91.9%). Nota-se aliás uma certa tendência para que sejam as mulheres com “sangue latino” as que melhor recordam este tipo de informação: Espanha com uma taxa de 79.7% e Portugal com 69%.

As britânicas revelam-se as mais desatentas nesta matéria, sendo que apenas 46% afirmam saber esta data e 26% confessam mesmo não fazer a mínima ideia.
Os restantes países – França, Alemanha, Holanda e Escandinávia – ficam-se entre os 51% e 52% da população a identificar esta data.

… E da última vez que teve relações sexuais?

Em média, a grande maioria da população feminina inquirida (72% aproximadamente) afirma saber quando foi a última vez que teve relações sexuais. Não obstante, analisados os números caso a caso, as mulheres do Reino Unido e as Escandinavas são as que menos recordam esta data, com apenas 57,9% e 59,7%, respectivamente, a responderem de forma positiva.

A melhor altura para engravidar

Em relação à melhor altura para engravidar durante um ciclo menstrual, as britânicas (40%) e as portuguesas (41%) revelam-se as menos informadas, com menos de metade da população a indicar as respostas correctas (“1 ou 2 dias antes da ovulação” e “No próprio dia da ovulação”).

De realçar que, em média, apenas 19% do total da população respondente opta pela resposta “um ou dois dias antes da ovulação”. A opção “um ou dois dias depois da ovulação” reúne um maior número de “votos” entre as mulheres britânicas (32.7%), enquanto as respostas “Não sei” e “Durante qualquer dia do ciclo menstrual” ganham terreno entre as portuguesas (25% e 11% respectivamente).

Estou grávida!

Na generalidade, cerca de 44% das inquiridas receberia com razoável agrado a notícia de uma gravidez. Sendo que, se para grande parte destas mulheres, tal constituiria uma surpresa e até, para algumas, motivo de apreensão e algum nervosismo; 9.2% revelam que ficariam encantadas, “pois têm estado a tentar”. Esta foi, aliás, a resposta escolhida por cerca de 11.4% das francesas e 11.2% das alemãs. Nos restantes países europeus, este desejo angaria menos adeptas, sendo mesmo em Portugal que alcança menor consenso (5%).

E se 30.9% do total das inquiridas confessam o seu desapontamento com uma gravidez inesperada, 12.1% destas avançam mesmo que teriam que interromper a mesma. Holanda (17.9%), Escandinávia (17.1%) e França (16.5%) são os países em que as mulheres mais admitem ter que recorrer à Interrupção Voluntária da Gravidez. Para as italianas, esta seria uma opção definitiva para apenas 6.7%.
Vinte e quatro e meio por cento das inquiridas optam pela resposta “Não é de todo possível que eu esteja grávida”.

Então, como é que calculam o tempo de concepção/data prevista para o parto?

As portuguesas lideram: 83% afirmaram recorrer ao médico para saber o tempo de concepção; seguidas pelas alemãs, com 65%. As mais autónomas nesta matéria são as mulheres britânicas – 53,9% (2 em cada 3) não deixam o trabalho por mãos alheias e realizam os próprios cálculos tendo por base as datas do último período e dos dias em que tiveram as últimas relações sexuais.

8 de Abril de 2011

artigo do parceiro: Nilza Rodrigues

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